“Existe uma alinhamento completo entre mim e o presidente”, diz novo ministro da Saúde, Nelson Teich

Durante coletiva de presidente Jair Bolsonaro e novo ministro da saúde, Nelson Teich, dupla mostrou sincronia e concordância em abrir mão de isolamento social como forma de enfrentamento à pandemia

Coletiva de Bolsonaro e Teich | Foto: Guilherme Mazui/G1

Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, 16, o presidente Jair Bolsonaro anunciou o “divórcio” com o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. “Selamos um ciclo no Ministério da Saúde. Ele se prontificou a participar de uma transição mais tranquila possível
Em comum acordo, eu o exonero do Ministério nas próximas horas. Foi realmente um divórcio consensual”, falou Bolsonaro.

Logo, o presidente anunciou a contratação do novo ministro, Nelson Teich. “Ele sabe do enorme desafio que enfrentará pela frente”, destacou ao se dirigir ao novo titular.

“Se você tem redução de atividade econômica, você tem diminuição da atividade de clínicas de diagnóstico, clínicas de tratamento. Então você pode ter menos gente sendo diagnosticada. Isso pode impactar muito na sobrevida das pessoas, no índice de cura das pessoas. Isso vale para doença cardiovascular, vale para o câncer, vale para outras doenças. Temos que entender mais da doença [Covid-19]. Quanto mais a gente entender da doença, maior vai ser nossa capacidade de administrar o momento, planejar o futuro e sair dessa política do isolamento e do distanciamento”, pronunciou Teich em seu primeiro discurso depois de anunciado como novo nome da pasta. Ao finalizar, ele destacou que “existe um alinhamento completo entre ele e o presidente” e que “o objetivo é fazer com que o país volte à normalidade”.

Demissão de Mandetta

O presidente da República disse se importar primeiro com a saúde dos brasileiros e que a medida de manter os empregos está relacionado a esta prioridade. “Temos que abrir os empregos no Brasil. Essa grande massa de humildes não pode ficar em casa”, declarou durante discurso.

“A vida, para todos nós, está em primeiro lugar. A questão do coronavírus se abate sobre todo o mundo e cada país tem suas especificidades, como bem disse o chefe da OMS. No Brasil não é diferente. Como presidente da República eu coordeno 22 ministérios. Na maioria das vezes, o problema não afeta somente um ministério. Quando falamos em vida, não poderemos a deixar de falar em emprego. Essa pessoa desempregada está mais propensa a problemas de saúde que uma empregada”, falou Bolsonaro.

“Desde o começo me dirigi a todos os ministros e falei da vida e do emprego. São como duas doenças, a gente não pode tratar uma sem falar da outra”, afirmou.

Ainda, durante sua fala, ele alfinetou governadores e prefeitos em relação aos decretos de isolamento social. “Não fui consultado sobre medidas adotadas por governadores e prefeitos. Se exageraram, não botem mais essa conta nas costas do nosso sofrido povo brasileiro. Não quero criar polêmica com qualquer outro país, todos eles são responsáveis pelos atos. Não me furtarei sobre as minhas”, disse o presidente.

Em relação à demissão de Luiz Henrique Mandetta, ele agradeceu a cordialidade e a forma de condução do Ministério da Saúde. “É direito ministro defender seu ponto de vista como médico, A questão de entender o emprego não foi tratado como eu acho que deveria. Não condeno, não recrimino e não critico. Ele fez aquilo que como médico achou que deveria fazer”, falou. Anteriormente, Mandetta também havia dado entrevista coletiva.

 

 

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