Evento debate participação da mulher na política, em Goiânia

Na atual legislatura, na Câmara dos Deputados apenas 15% das cadeiras são ocupados por deputadas e no Senado, 14%

O Fórum Estadual de Instância de Mulheres de Partidos Políticos promoveu o Seminário Formação e Capacitação Política para candidatas a deputadas estadual e federal. O evento foi realizado neste sábado, 14, no Auditório Iris Rezende, no Sesc, em Goiânia.As palestras foram ministradas pela promotora de Justiça, Villis Marra; a apresentadora de TV Mariana Gidrão; o contador e advogado, Luiz César de Castro; a professora Marilena da Silva; a advogada Marina Morais; a especialista em marketing, Malu Navrosk; a pedagoga Ludmilla Carvalho; e o publicitário Bruno Silva.

Segundo Villis Marra, embora as brasileiras tenham conseguindo espaço na política nas últimas décadas, isso não garantiu bons índices da participação delas em cargos políticos. Assim, nesse quesito, o País está atrás de outras nações. Ela indica que, para mudar essa situação, seria necessária a criação de cotas nos parlamentos para mulheres.

No Congresso Nacional já foram apresentados projetos no intuito de aumentar gradativamente o percentual de vagas femininas. “Uma das propostas é de que para as próximas eleições haja o aumento de 15%, mas esse já é o percentual que temos no Congresso”, destaca a promotora. Outra proposta, aceita por Villis Marra, é iniciar com 18% das vagas e aumentar a cada eleição, até atingir o teto máximo de 30%, até 2030.

Atualmente, o eleitorado brasileiro é formado por 52,5%. No entanto, a representatividade das mulheres no Congresso corresponde a apenas 15%. Isto é, de 513 cadeiras na Câmara dos Deputados, apenas 77 são ocupadas por deputadas. Já no Senado, somente 12 mulheres foram eleitas dentro das 81 vagas, ou seja, 14%. De acordo com o Mapa das Mulheres na Política 2020, feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela União Interparlamentar (UIP), o Brasil ocupa o 140º lugar no ranking de representação feminina no Parlamento. Para ter ideia, na América Latina o País está à frente apenas de Belize (169º) e Haiti (186º). A lista é lideram por Ruanda (1º), Cuba (2º) e Bolívia (3º).

Na ocasião foi divulgada uma carta aberta listando os principais pontos de mudanças via legislativo para assegurar a participação das mulheres brasileiras nas instâncias de poder. Dentre as sete proposições, há um Projeto de Lei (PL) ou emenda à Constituição para destinar 33% do número de cadeiras do poder legislativo para mulheres; criação, por lei, de ofertas de cursos profissionalizantes para a qualificação e capacitação de mulheres vítimas de violência doméstica; e obrigar partidos políticos a apoiar e incentivar a participação feminina, alternando os cargos de presidente e vice-presidente das siglas em mandatos exercidos entre homem e mulher.

Uma resposta para “Evento debate participação da mulher na política, em Goiânia”

  1. Avatar Benedita Nunes da Silva disse:

    Parabéns a todos as mulheres

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