Estudante diz ter sido espancada por senador até desmaiar, noticia Folha

Pedetista Telmário Mota foi denunciado por uma suposta ex-namorada, que alegou ter sido agredida com murros e chutes. Exame comprovou múltiplas lesões. Ele nega

Senador Telmário Mota | Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado

Senador Telmário Mota | Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado

A Folha de S. Paulo traz, na edição desta quarta-feira (27/7), uma denúncia de violência contra a mulher que teria sido protagonizada pelo senador Telmário Mota (PDT-RR). Direto de Boa Vista, a reportagem do jornal apurou que a estudante universitária Maria Aparecida Nery de Melo, de 19 anos, procurou a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência contra o pedetista.

Segundo informa, a jovem teria sido espancada no final de 2015 com chutes e socos e chegou a desmaiar tamanha a violência. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Roraima (Deam-RR) confirmou a agressão por meio de um exame de corpo de delito, que apontou “múltiplas lesões” — na cabeça, boca, orelha, braço direito, joelho esquero e na região dorsal.

Maria Aparecida disse que teve um relacionamento com o senador por cerca de três anos e “estava sofrendo ameaças de morte”. No boletim de ocorrência, ela informou que as agressões ocorreram após uma crise de ciúmes de Mota durante um encontro de família. “Ele não teria gostado de cumprimentos dados a Maria por familiares. Então levou-a a um quarto, onde teriam ocorrido as agressões”, descreve a reportagem.

Folha apurou que, à Deam, ela narrou ter sido chutada quatro vezes no chão e empurrada contra a parede, levou murros na cabeça tão fortes que a teriam feito desmaiar. Ao recobrar a consciência, disse que conversou com os familiares para saber o que fazer. Cinco dias depois, decidiu prestar queixa. O agressor teria sido o senador Telmário Mota.

Dias após o ocorrido, Maria Aparecida Nery de Melo procurou a delegacia para tentar retirar a queixa. No entanto, por se tratar de denúncia de agressões contra a mulher, o proseguimento do caso independe da vontade da vítima — são consideradas ações “incondicionadas”. A estudante chegou a destituir o advogado que acompanhou o registro da ocorrência, afirma ainda a reportagem.

Como é senador, Telmário Mota tem foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal. Os autos foram encaminhados à Procuradoria da República em Roraima e, no dia 31 de maio de 2016, o caso foi enviado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que teria aberto um procedimento preliminar interno.

Outro lado

À Folha de S. Paulo, o senador Telmário Mota (PDT-RR) negou ter agredido Maria Aparecida Nery de Melo e ter mantido relacionamento amoroso com ela. “Não teve negócio de agressão, não existe isso, em nenhum momento, até porque não tenho nada com ela. [Não agredi] nem ela nem mulher nenhuma. Fui criado pela minha mãe. Agora, macho, não. Macho vou pra porrada mesmo. Desafio [provar], 58 anos e nunca houve [agressão a mulher]. Desafio. Inventaram essa onda toda, essa conversa”, argumentou ele.

O pedetista sugeriu que seus adversários teriam tentado usar Maria para prejudicá-lo. “Não tem nada, absolutamente nada contra mim em lugar nenhum”. completou à reportagem.

Ele disse, ainda, que “nunca foi ouvido” pela polícia sobre o assunto. Apresentou uma certidão que teria sido expedida pela Delegacia-Geral da Polícia Civil de Roraima que aponta “a inexistência de procedimento tramitando ou arquivado em nome de Telmário Mota”.

Redes sociais

O assunto ganhou repercussão nacional após a publicação da reportagem e o nome do senador Telmário Mota está entre os assuntos mais comentados do Twitter brasileiro na manhã desta quarta (27)

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