Estreia filme sobre Fake News, Bolsonaro, Trump e Salvini

“Democracia Manipulada” pode ser assistido entre os dias 17 e 20 no Curta!, disponível nos canais pagos NET,  Claro, Oi, Vivo e NeoTV. Produção coloca a nova cruzada populista que ameaça nossas democracias sob análise

O documentário “Democracia Manipulada” estreia dia 17 de dezembro na Sexta da Sociedade (História Política, Sociologia e Meio Ambiente) no canal Curta!, às 23h. Produzido pela ARTE France e pela Capa Presse, o filme traz uma análise minuciosa sobre os profissionais de big data que estudam o funcionamento dos algoritmos e usam para fins políticos e eleitorais os discursos de ódio comuns nas redes sociais. O documentário aborda nomes como Donald Trump, nos Estados Unidos, Matteo Salvini, na Itália, e Jair Bolsonaro, no Brasil. A direção é de Alexandra Jousset e Philippe Lagnier. Além disso, filme também será exibido em horários alternativos, no dia 18 às 3h e às 13h30; 19 às 20h45 e 20 às 17h.

Com 52 minutos de duração, o longa objetiva mostrar como os mentores por trás da comunicação desses governartes de extrema-direita criam e disseminam polêmicas e têm como regra o ataque. Utilizando redes sociais. como o Facebook, YouTube, Twitter e o Whatsapp, para fazer as mensagens chegarem ao público, esses políticos aprenderam a manipular esse sentimento para criar inimigos, a imprensa e os imigrantes por exemplo, e levar eleitores a se alinhar a políticos que se manifestam contra esses alvos, mostra o documentário.

Um dos especialistas entrevistados, David Nemer, professor de comunicação da Universidade da Virgínia, analisa o uso do Whatsapp na política brasileira, considerado por ele fundamental nesse processo: “Por ser criptografado, torna-se uma plataforma fácil de se esconder e divulgar desinformações”. Em seguida, o filme foca na importância do aplicativo na campanha presidencial de 2018 e na eleição de Jair Bolsonaro. Nemer explicita o esquema de criação e disseminação das chamadas “fake news” e denuncia a participação ativa de pessoas próximas ao agora presidente. O documentário relembra que o grupo fora posteriormente apelidado de “gabinete do ódio”.

No documentário, a jornalista Patrícia Campos Mello, escritora do livro “A Máquina do Ódio”, também foi entrevistada. Na época das eleições, 2018, ela descobriu e denunciou os procedimentos adotados pelo então candidato Jair Bolsonaro. Após a denúncia, ela foi difamada, perseguida e recebeu ameaças por parte da extrema-direita brasileira. O filme também mostra conversas com políticos acusados de manipulação, como o próprio senador italiano Matteo Salvini, aos que foram vítimas de ataques, como a deputada brasileira Joice Hasselmann, antiga aliada de Bolsonaro. Além de influenciadores digitais ou donos de canais conservadores, responsáveis pela produção de conteúdo difamatório e profissionais que fazem checagem de notícias e especialistas.

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