Estopim da desistência de José Eliton, alteração do prazo para escolha de candidato foi decisão unilateral

Antes, PT tinha escolhido este sábado, 28, para definir um governadoriável, mas mudou de ideia e postergou a decisão para o dia 11

Sede do Partido dos Trabalhadores em Goiânia | Foto: Reprodução

Oficialmente o estopim do fim das negociações do ex-governador José Eliton (PSB), que cogitava disputar o Palácio das Esmeraldas, com a Federação Brasil da Esperança, a alteração do prazo para definição de um nome na corrida pelo Governo de Goiás foi uma decisão unilateral do Partido dos Trabalhadores (PT), de acordo com Cristiano Cunha, presidente do  PV que, junto com o PCdoB, selou acordo para que caminhem juntos por, pelo menos, quatro anos. Antes, a sigla, que tem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pré-campanha pelo Palácio do Planalto, tinha escolhido este sábado, 28, para definir um governadoriável, mas mudou de ideia e postergou a decisão para o dia 11.

Segundo Cristiano, a decisão de desistir da candidatura ao governo foi comunicada previamente por José Eliton aos presidentes dos partidos federados sob a alegação de que ele não concordava com a prorrogação do prazo pelo PT. “Falei para o José Eliton que ele deveria aguardar até dia 11, mas eu entendo [a decisão dele] porque os pré-candidatos estão todos em pré-campanha e o José Eliton ainda aguardando, ainda essa indefinição”, conta. Para o presidente do PV, se efetivada a decisão na nova data, dia 11, o nome escolhido pela de federação terá apenas 45 dias para fazer pré-campanha, um prejuízo frente aos outros candidatos, que já intensificam agendas eleitorais em todo o Estado.

“A campanha dele ficaria com um período muito curto. Considerando que ele precisaria montar toda a estrutura, ele teria cerca de 15 dias a menos para essa pré-campanha. Então, isso também pesou na decisão dele”, acrescenta. A indefinição como motivo da retirada do nome da disputa também é argumentada pelo deputado federal Elias Vaz (PSB), que preside o diretório goiano da sigla onde o ex-governador está filiado desde que deixou o PSDB. 

Já o ex-reitor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Wolmir Amado, que disputava internamente com José Eliton a indicação do nome dele para a disputa pelo governo, sustenta que o motivo real da saída de cena foi o aceno do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) com a disputa pela chefia do Executivo. Aliado histórico do tucano, José Eliton se recusa a dividir espaço com ele. 

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