“Estamos pagando a conta do carnaval”, diz governador ao anunciar medidas mais duras para contenção da Covid-19

Decreto passa a valer já na próxima segunda e conta com o apoio de todos os municípios da região metropolitana. Estado autoriza, no documento, atuação das forças de segurança para garantir o cumprimento das medidas

O governador Ronaldo Caiado (DEM) reuniu a imprensa goiana, na tarde deste sábado, 27, para adiantar detalhes do decreto que deverá ser publicado na próxima segunda-feira, 1, e que estabelecerá, em diversos municípios do Estado, um regime mais severo em relação as medidas de isolamento social.

Ao discursar, chefe do Executivo não hesitou em disparar: “Estamos pagando a conta do carnaval”. E completou: “Peço a reflexão de todos. Estamos com quase 100% dos leitos ocupados. Infelizmente não conseguimos sensibilizar as pessoas e a conta veio rápido. quando nós endurecemos as regras ha duas semanas atrás muitos as descumpriram, vejam as consequências dessas ações.

As decisões, segundo o governador, foram tomadas em comum acordo com todos os prefeitos da região metropolitana de Goiânia. “Estamos trabalhando aqui unidos para não deixar faltar leitos a nenhum cidadão que necessite de atendimento médico. Que todos entendam os decretos que estão sendo assinados hoje pelos prefeitos da região metropolitana”.

De acordo com o democrata, o decreto que será publicado na próxima segunda, prevê, ainda, a atuação das forças de segurança para apoiar integralmente o cumprimento das novas normas em todas as cidades que assinam o decreto. “Talvez seja este o momento mais estressante de todos o que temos vivido desde o início da pandemia”, ponderou.

Apesar da medida trazer condições mais severas para os próximos dias, o secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino destacou que “do ponto de vista técnico” as restrições não se enquadram nos parâmetros de um lockdown.

Por sua vez, o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos) destacou que todas as medidas adotadas foram pensadas com o objetivo de cuidar e proteger a vida das pessoas. “Agradeço a todos do setor produtivo que aceitaram e contribuíram com esse momento. Não adianta simplesmente abrir leitos, pois a cada dez internados, cinco perdem a vida”.

Decreto

Antes da coletiva, o governador esteve com diversos prefeitos e técnicos, no Palácio das Esmeraldas, onde foram discutidos ponto a ponto do texto que será publicado já na próxima semana.

O decreto determina o fechamento de todas as atividades não essenciais e deverá perdurar por um período de sete dias. Serviços de urgência e emergência permanecerão mantidos.

Vale lembrar que atualmente os leitos administrados pelo Estado estão 100% ocupados. Na rede privada, a taxa de ocupação transita próxima aos 100%. Num panorama geral o Estado tem 96% dos leitos ocupados e a situação é considerada calamitosa.

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