Especialistas dão dicas para driblar a crise econômica. Confira

Organização e planejamento são as palavras de ordem para não entrar no vermelho nos próximos meses

Supermercado: principal alvo das medidas de contenção de gastos | Foto: Marcelo Camargo ABr

Supermercado: principal alvo das medidas de contenção de gastos | Foto: Marcelo Camargo/ABr

Muito tem sido falado sobre a crise econômica pela qual o Brasil vem passando, que começou a dar maiores sinais em 2015. Desde o início do ano, o brasileiro tem testemunhado aumento nos preços de itens que fazem parte de seu dia-a-dia como telefonia, água, energia, combustível, tarifa de ônibus e alimentos.

Além das altas quase diárias do dólar, que acaba impactando na economia doméstica, por refletir nas indústrias que importam materiais para sua produção.

Esse cenário somado às taxas de juros elevadas, a inflação alta e o aumento de impostos, gera uma queda no poder de compra do brasileiro. Ainda assim é possível, com organização e paciência, passar por esse momento turbulento sem grandes impactos.

É o que afirma o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-GO). “O mais importante é buscar o equilíbrio entre receita e despesa, seja cortando despesas ou arrumando renda extra. O brasileiro é muito positivo, muito criativo, e sempre acha um jeito”, defende ele.

Análise

A Associação das Donas de Casa de Goiás realiza, todo início de mês, uma pesquisa para verificar os valores dos produtos que fazem parte da cesta básica. A presidente, Keitty de Abreu, afirma que desde o início do ano, esses produtos, que são necessários no dia-a-dia, vêm sofrendo aumentos. “Tem produtos que o aumento parece pequeno, mas se colocar na ponta do lápis faz diferença no bolso da dona de casa”, garante.

Segundo Keitty, a cesta básica para uma pessoa, que em 2014 ficava em torno de R$ 256, já em janeiro deste ano custava R$ 274,84. “O arroz tipo 1, por exemplo, em fevereiro deste ano estava saindo por R$ 11,69 e em abril já custa R$ 13,90. O feijão, que estava R$ 2,99, em abril já vimos por R$ 4,99”, diz.

O economista Danilo Orsida explica o motivo desses aumentos constatados pela presidente da Associação das Donas de Casa: “O atual cenário é de ajustes. Atualmente, enfrentamos um quadro de inflação que está acima da média estabelecida pelo Banco Central”. “Segundo o próprio Banco Central, a previsão do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, nesta semana, alcançou 8,13%, extrapolando o teto da meta”, afirma Danilo.

A projeção para os próximos meses, segundo o presidente do Corecon-GO, é de que os preços continuem aumentando, mas de forma desacelerada. “Os preços já bateram no teto. A inflação tende a crescer em um ritmo menor do que tem crescido, o realinhamento de preços foi feito em janeiro e fevereiro”, assegura Anônio Eurípedes.

“Isso vai perdurar por um tempo, a economia não deve voltar a crescer ainda neste ano. 2015 deve fechar com queda no PIB, com uma pequena recessão, mas lá para o final de 2016, reconquistando a confiança do mercado, o crescimento deve voltar a acontecer, só que mais lento”, antecipa.

Dicas

Evitar cartões de crédito e cheque especial é dica unânime | Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Evitar cartões de crédito e cheque especial é dica unânime | Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Apesar do panorama traçado, os especialistas consultados pelo Jornal Opção Online garantem que tem como diminuir o impacto da crise nos bolsos e nas mesas dos cidadãos.

Organização, planejamento e atenção são as palavras de ordem. “Os consumidores devem assumir uma postura mais cautelosa, cortando da sua cesta de consumo os produtos supérfluos e consumindo de forma consciente, sempre pesquisando preços e dando preferência aos conteúdos e não às marcas.”, resume o economista Danilo Orsida.

Veja abaixo algumas sugestões para manter as contas no azul:

  • Planilha de ganhos e gastos
    Antônio dá a dica: “As famílias devem fazer uma relação de todas as suas despesas em uma planilha sem deixar nada de fora, até o dízimo deve constar. Ao lado, devem relacionar as receitas da família.A partir disso é possível fazer o diagnóstico, ver quanto têm de rendimento e quanto têm de despesas”. E alerta: “É importante também não esquecer de separar um percentual de 20%, 30%, nas despesas previstas para eventualidades e não esquecer dos tributos, seguros e afins”.
  • Lista de compras
    “A gente indica fazer uma lista antes de sair para fazer as compras, isso reduz o consumo por impulso”, afirma Keitty.
  • Pesquisar preços
    “Aproveitar promoções e substituir por um produto similar de preço mais acessível também são orientações que passamos”, indica Ketty. E continua: “Também é bom prestar atenção nos supermercados de bairro, os preço costumam ser melhores”.Antônio completa: “Comprar marcas que tenham uma boa relação custo benefício, comparando preços. Nós vivemos um momento de aperto, é necessário substituir produtos para otimizar gastos”.
  • Eliminar desperdício
    “Para cortar despesa, é necessário eliminar desperdício. Procurar produtos que durem mais e aproveitar ao máximo as aquisições”, diz Antônio.
  • Economizar
    “É bom conversar com a família para utilizar o mínimo possível de energia elétrica, combustível. Medir se valeria a pena trocar de combustível, mudar as rotas que faz todo dia”, aconselha Antônio.
  • Evitar cheque especial e cartão de crédito
    “Não se pode pensar só no curto prazo”, comenta Antônio.
  • Planejamento a longo prazo
    “Depois de feito o diagnóstico e de traçar as metas, é necessário também realizar um acompanhamento mensal, comparando, percebendo os avanços. O planejamento tem que ser feito para buscar o equilíbrio no médio a longo prazo, porque às vezes no curto não é possível”, sugere Antônio.

Investimentos

Enxergar oportunidades em momentos adversos é uma qualidade invejável. Para aqueles que já atingiram o equilíbrio financeiro, apesar do momento difícil pelo qual a economia nacional passa, os economistas consultados pelo Jornal Opção Online afirmam que é possível investir. “Caso tenha a possibilidade, é bom separar alguma coisa para a poupança, principalmente para quem quer manter um projeto de futuro, patrimonial, não viver só gastando o que ganha”, aconselha Antônio.

“No atual contexto econômico, os títulos de governo também chamados títulos da dívida pública de longo prazo são interessantes por ficarem mais baratos.”, indica Danilo. Porém, o economista alerta: “Vale registrar que o poupador que tem dinheiro aplicado na caderneta teve prejuízo nos quatro últimos meses. No mês passado, a caderneta teve valorização de 0,59%, enquanto a inflação no período fico em 1,22% — o que fez com que o poupador tivesse perda de 0,62% — uma perda de poder aquisitivo de 0,57%”.

Antônio atenta ainda para o fato de que a ideia de investir não é interessante para quem está endividado. “Se estiver endividado ou em débito, não se deve aplicar na poupança. Só pode pensar em poupar após atingir o equilíbrio financeiro”, adverte o presidente do Corecon.

Uma resposta para “Especialistas dão dicas para driblar a crise econômica. Confira”

  1. Avatar Rafael Neaime disse:

    Outra maneira de driblar a crise é investir em Inbound Marketing. Essa é uma nova metodologia de marketing que tem como objetivo promover um negócio gastando-se pouco ou nada. Além de promover a empresa, essa abordagem faz com que a empresa crie o hábito de se promover gratuitamente, o que atrairá clientes sempre, independente de crise ou não. Para se ter uma ideia, um cliente da minha agência de inbound marketing Biziil (http://www.biziil.com) já cresceu 17% o faturamento de janeiro para março de 2015 somente com modificações no SEO e Email Marketing.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.