Especialistas alertam para alta de vírus com a volta às aulas; veja como proteger as crianças
03 agosto 2026 às 16h08

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Com o retorno das aulas após o período de férias, especialistas alertam para o aumento da circulação de vírus entre crianças em idade escolar. A convivência em salas de aula, o compartilhamento de objetos e o contato próximo favorecem a transmissão de infecções respiratórias e gastrointestinais, comuns nesta época do ano.
Segundo o médico alergista, imunologista e otorrinolaringologista Márcio Niemeyer, o reencontro dos alunos amplia a exposição a diferentes agentes infecciosos, especialmente entre as crianças menores, que ainda estão consolidando hábitos de higiene.
“As crianças brincam juntas, compartilham objetos, levam as mãos ao rosto e, muitas vezes, ainda estão aprendendo cuidados básicos de higiene. Com o retorno às aulas, grupos que passaram as férias separados voltam a conviver, favorecendo a circulação de vírus”, afirma.
Entre as doenças mais frequentes nesse período estão gripes, resfriados e viroses gastrointestinais. O especialista destaca ainda que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) merece atenção especial por poder provocar bronquiolite e pneumonia, principalmente em recém-nascidos e crianças menores de dois anos.
A jornalista Thauany Monma, mãe de Pietro, de quatro anos, relata que o filho costuma apresentar sintomas respiratórios após o retorno às atividades escolares.
“Com o retorno às aulas, Pietro geralmente apresenta sintomas de gripe, como tosse e febre. Sabemos que a convivência entre muitas crianças aumenta a circulação de doenças. Por isso, procuramos manter uma alimentação equilibrada, boa hidratação e, sempre que surgem sintomas, buscamos atendimento médico para acompanhar a evolução do quadro”, conta.
Vacinação e medidas de prevenção
O retorno às aulas também é uma oportunidade para que as famílias verifiquem a caderneta de vacinação das crianças. De acordo com o Ministério da Saúde, manter o esquema vacinal atualizado reduz o risco de doenças imunopreveníveis e de complicações.
Além da vacinação, especialistas recomendam medidas como lavar as mãos com frequência, evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e manter os ambientes bem ventilados.
Segundo Márcio Niemeyer, crianças com febre, prostração intensa, vômitos, diarreia ou sintomas respiratórios mais intensos devem permanecer em casa até a recuperação ou avaliação médica.
“Muitas vezes, os pais se preocupam apenas com a recuperação do próprio filho, mas mantê-lo em casa quando está doente também protege os colegas e os professores, além de ajudar a reduzir a circulação de vírus no ambiente escolar. É uma medida de cuidado coletivo que contribui para interromper a cadeia de transmissão das infecções”, afirma.
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