Especialista afirma que fazer testes para ISTs também é uma forma de prevenção

Estima-se que mais de 800 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Em média, foram 40,9 mil casos novos nos últimos cinco anos

Foto: Reprodução

O diretor do departamento de ISTs/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Gerson Pereira, alerta que, caso a pessoa não lembre ou não tenha certeza se usou preservativo durante a relação sexual, ou se teve parceiros desconhecidos, ou por qualquer outra razão está em dúvida se se infectou de alguma forma, a melhor forma de agir é procurar uma Unidade de Saúde e soliciar testes para ISTs.

Estima-se que mais de 800 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Em média, foram 40,9 mil casos novos nos últimos cinco anos. Portanto, a melhor prevenção contra qualquer IST, é o uso do preservativo. 

“Hoje a gente tem testes-rápidos para o HIV, Sífilis e para Hepatite. Esses testes-rápidos são anônimos e você pode fazer sem nenhum constrangimento. Eles têm uma duração e um resultado muito rápido – de aproximadamente 30 minutos. E a partir dali o paciente ou sai com o diagnóstico definitivo de HIV, ou sai com a suspeição de Hepatite ou Sífilis, para que a gente possa ir para uma Unidade de Saúde fazer a confirmação diagnóstica”.

Uma vez detectada a IST, você será encaminhado para o tratamento indicado. É o que reforça Gerson Pereira. “No caso do HIV, ou no caso da Aids você pode imediatamente começar o tratamento. E logo a partir de três meses, a pessoa que tinha uma carga viral alta já tem uma carga viral indetectável. E isso também é uma medida de prevenção porque a medida em que a carga viral fique indetectável, mesmo que a pessoa não se proteja usando camisinha, a probabilidade dela infectar outra é praticamente nula”. 

“Se a gente pega todas as pesquisas que a gente tem hoje no país, a gente sabe que a maioria da população – são mais de 90% – sabe que a camisinha protege não só do HIV, mas também da Sífilis, da Hepatite, do HPLV, do HPV, da gonorreia e de todas as doenças sexualmente transmissíveis. Então, o conselho é que a gente possa sempre usá-la”, alerta o diretor do departamento de ISTs/Aids. (Com informações da Agência do Rádio)

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