Entregadores do iFood param em Goiânia e Anápolis e cobram taxa mínima de R$ 10
01 setembro 2026 às 18h20

COMPARTILHAR
Entregadores de aplicativos cruzaram os braços nesta terça-feira, 1º, em Goiânia e Anápolis, como parte de uma paralisação nacional da categoria. Entre as principais reivindicações estão a fixação de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega, pagamento de R$ 2 por quilômetro percorrido e mudanças em modalidades de serviço adotadas pelas plataformas.
Em Anápolis, a mobilização foi divulgada pelas redes sociais. O presidente da Associação dos Motoboys Entregadores de Anápolis, Luiz Henrique “Pirulito” Gomes, publicou um vídeo convocando os trabalhadores a aderirem ao movimento.
“Anápolis vai parar. Eu conto com o apoio de todo mundo. Vocês querem melhoras? Tem que ajudar na paralisação”, afirmou.
Participantes do movimento afirmam que a manifestação ocorre de forma pacífica e busca pressionar as plataformas por mudanças nas condições de trabalho e nos valores recebidos pelos serviços.
A paralisação não está restrita a Goiás. Entregadores de diferentes cidades brasileiras anunciaram adesão à mobilização nesta terça-feira.
Entregadores cobram mudanças na remuneração
Um dos principais pontos questionados pelos trabalhadores é o modelo denominado +Entregas. Segundo representantes da categoria, a modalidade modifica a dinâmica de remuneração e pode reduzir os ganhos em determinadas situações.
Os entregadores também contestam rotas consideradas curtas e pouco rentáveis. A categoria reivindica uma taxa mínima de R$ 10 por pedido e remuneração de R$ 2 por quilômetro percorrido.
As demandas apresentadas pelos trabalhadores envolvem ainda mudanças nas regras adotadas pelas plataformas para distribuição e pagamento das entregas.
Associação que representa plataformas se manifesta
Procurada sobre a mobilização, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas do setor, afirmou que respeita o direito dos trabalhadores de promover manifestações pacíficas.
A entidade disse ainda que as empresas mantêm canais de diálogo com entregadores, motociclistas e motoristas para receber demandas e discutir alterações nas condições de atuação nas plataformas.
A Amobitec também defendeu uma regulamentação para o trabalho intermediado por aplicativos que contemple proteção social aos trabalhadores e segurança jurídica para as empresas.
A associação reúne companhias que atuam nos setores de mobilidade, entregas, transporte e comércio eletrônico, entre elas iFood, 99, Amazon, Uber, Buser, Lalamove, Shein e Zé Delivery.
Leia também
Greve na educação de Goiânia está ligada a período eleitoral?


