Em novas gravações, Joesley revela planos para forçar delação premiada

Dono do Grupo J&F tenta conseguir informações comprometedoras sobre ministros do STF e orienta subordinados a tentarem aproximação com Janot

Em novos grampos entregues pelo grupo J&F à Procuradoria-Geral da República (PGR), Joesley Batista, e o diretor de Relações Institucionais da empresa, Ricardo Saud, gravados teoricamente por engano, planejam gravar diálogo com o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo para tentar forçar um acordo de delação premiada.

Segundo Saud, Cardozo teria informações comprometedoras sobre cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e que, com elas, poderia pressioná-los para obter o acordo. São citados no diálogo a atual presidente do STF, Carmén Lúcia, e os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

Para tentar atrair Cardozo, eles combinam de tentar marcar um encontro com ele sob o pretexto de contratar seus serviços. Nela, tentariam obter informações sobre os ministros do STF.

A reunião realmente ocorreu, mas o ex-ministro não só não forneceu qualquer denúncia sobre os membros da Suprema Corte como chegou a recusar proposta para receber honorários fora das vias regulares.

Também para tentar a delação premiada, Joesley foi gravado pedindo a Saud e ao advogado Francisco de Assis que tentem se aproximar do ex-procurador Marcelo Miller e, em seguida, do procurador-geral Rodrigo Janot. No mesmo áudio, Saud afirma ainda que não há “nenhuma chance” de ele ou Joesley serem presos.

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