Em nota, Polícia Federal garante que áudio sobre grupo de pedofilia é falso

Órgão destaca que suposta reunião com pais de vítimas em potencial nunca ocorreu e lembra que informações sigilosas não podem ser divulgadas como relata o áudio

| Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Informação foi propagada pelo aplicativo WhatsApp | Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

A Polícia Federal (PF) divulgou, nesta segunda-feira (16/11), nota em que desmente boato do WhatsApp envolvendo a atuação de um suposto grupo de pedofilia na cidade. Mais cedo, o perito Walber Pinheiro já havia negado ao Jornal Opção Online que os policiais teriam se reunido com pais de vítimas em potencial destes criminosos.

“As informações trazidas no referido áudio não retratam fato acontecido nas dependências da Superintendência Regional da PF em Goiânia”, garante a nota, assinada pelo setor de Comunicação da PF.

Na gravação, uma mulher ainda não identificada diz ter recebido uma denúncia da mãe de uma aluna da escola em que seu marido trabalha, dizendo que a Polícia Federal teria chamado os responsáveis até sua sede e informado que as crianças seriam “leiloadas” e então levadas até o país de origem do pedófilo que desse o maior lance.

O áudio que circula pelo aplicativo afirma ainda que, além de se reunir com os pais das crianças, a PF teria mostrado a eles fotos de abusos cometidos pelo grupo, além de fortes comentários sobre o que eles fariam com os menores. As fortes imagens e falas teriam tirado o sono dos responsáveis pelos meninos e meninas.

No comunicado, a PF afirma que é terminantemente proibido à corporação divulgar dados sigilosos como estes “principalmente antes de deflagrada a operação e após presos os seus investigados, com autorização judicial e para os fins legais”. “Não faz parte da forma oficial de conduta na transmissão de informações, ainda que seja para alertar a sociedade do acontecimento de crimes”, reafirmou o órgão.

Embora desmentindo o boato sobre este grupo em específico, a PF ressaltou a importância do cuidado na divulgação de dados e fotos de crianças nas redes sociais. “A prevenção e combate ao crime de pedofilia exige sempre atenção redobrada dos pais e responsáveis, principalmente quanto às informações e conteúdos pessoais de seus filhos publicados em redes e perfis sociais”, lembra a nota.

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