Deputados haviam proposto inclusão de policiais civis e agentes prisionais no cômputo do tempo já trabalhado no interstício para promoção, que contempla apenas a PM e os Bombeiros

Deputado Bruno Peixoto | Foto: Y. Maeda

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Durante discussão na Comissão de Constituição, Redação e Justiça (CCJ) do projeto de Ronaldo Caiado (DEM) de extinção da terceira classe na carreira de praças da Segurança Pública, o líder do Governo na Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto (MDB) pediu que autores de emendas retirassem as propostas, porque o Executivo não as acolheria, e conseguiu que fossem derrubadas.

“O Governo não tem condições de acolher as emendas. Assumo o compromisso para que possamos ir até o governador para discutir em um outro projeto as emendas apresentadas. Só temos esta semana para aprovar esse projeto e o governador sancionar”, justificou. Ele, que também é relator da matéria, disse que se as propostas fossem mantidas, Caiado poderia retirar o projeto da Casa.

As emendas dos deputados Major Araújo (Patriota) e Delegado Eduardo Prado (PV) propõem a inclusão de policiais civis e agentes prisionais no cômputo do tempo já trabalhado no interstício para promoção, que contempla apenas a PM e os Bombeiros.

O pedido de Peixoto foi duramente repreendido pelos parlamentares. Karlos Cabral (PDT) questionou o motivo, ao que o líder respondeu: “Questão financeira, gera um impacto que o Estado não suporta. É questão constitucional, porque a emenda gera despesa para o Governo”.

Prado, que é autor de uma das emendas, pediu que o Governo respeitasse os deputados. “Você disse que se nós mantivermos a emenda, ele vai tirar o projeto aqui da Assembleia e os policiais serão prejudicados. Mas o projeto é capenga e eu queria que o governador tivesse pelo menos a consideração de convidar a mim e ao Major para explicar que impacto é esse”, disse.

“Eu vou ter que tirar minha emenda às escuras sem saber que impacto é esse? Vou tirar a emenda porque estou com a faca no pescoço sob risco de ser o vilão da história”, protestou. Talles Barreto (PSDB) complementou os colegas e alegou que o Governo estaria “embromando”. “É uma vergonha o líder do governo chegar aqui e pedir para retirar a emenda”, sublinhou.

Para Coronel Adailton, o pedido é uma “sacanagem”. “Mais uma vez deixa de cumprir as promessas que fez e agora ainda pressiona os deputados para ficarem contra as categorias que representa”, pontuou.

“Não há impacto financeiro. O interstício é de 5 anos, nós só estamos pedindo que o 1 ano e pouco que eles já trabalharam sejam contados nesse cálculo. Não é possível que até lá nós não estejamos com condições financeiras. Nós queremos a igualdade entre as forças policiais”, disse Major Araújo sobre proposta de mudança no texto em relação à progressão de carreira,