Em greve a partir de 2ª-feira, motoristas de ônibus devem trabalhar com efetivo mínimo de 30%

Indicativo de paralisação só será retirado se Setransp aprovar a proposta da categoria 

Assim como previsto, a quinta audiência de conciliação entre os motoristas de ônibus e o sindicato que representa as empresas do Transporte Coletivo da Grande Goiânia não resultou em acordo e a greve da categoria deve mesmo ser deflagrada na próxima segunda-feira (23/6). O encontro ocorreu novamente no auditório do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Goiânia.

Na ocasião, foi discutido o efetivo mínimo de ônibus que deverá circular durante a paralisação. A procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho, Janilda Guimarães, propôs o porcentual de 50% nos horários de pico e 30% nos demais horários. O índice foi aprovado pelos sindicatos dos trabalhadores. No entanto, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp) defendeu um porcentual de 80% e 50%. Sem consenso, a decisão final deve ser divulgada posteriormente pelo TRT.

A presidente do tribunal e mediadora entre as partes envolvidas, desembargadora Elza Silveira, alegou que, para se chegar à definição do quantitativo de ônibus em operação, é preciso levar em conta tanto a posição dos grevistas quanto a necessidade da população pelo serviço.

Uma nova audiência de conciliação está designada para a manhã da próxima segunda-feira, mesmo dia marcado para o início da paralisação. O indicativo de greve só será retirado se o Setransp aprovar a proposta da categoria de reajuste de 10% sobre o salário, 23% sobre o ticket-alimentação e a volta da manobra ou indenização de R$ 250,00. Em contrapartida, as empresas defendem um reajuste de 9% no salário e na gratificação e aumento de 16% no vale alimentação.

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