Em depoimento à Justiça, Daniel Messac diz não conhecer suposto funcionário fantasma

Deputado estadual preso preventivamente na última sexta-feira, 7, foi ouvido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP

Foto: Alego

O deputado estadual Daniel Messac (PTB), preso na última sexta-feira, 7, foi ouvido nesta segunda-feira, 10, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Goiás (MP-GO) para esclarecer sobre a acusação de ser mandante de intimidação contra uma testemunha da Operação Poltergeist, deflagrada em 2014.

Na ocasião, a defesa de Daniel Messac interpôs recurso contra a decisão do relator e disse que irá aguardar a apreciação ou o julgamento na quarta-feira, 12. Além disso, o advogado do parlamentar, Leandro Silva, afirmou que seu cliente disse, em seu depoimento, que “nunca coagiu nenhuma testemunha, não conhece a testemunha e não tem interesse que ela mude o seu depoimento”.

“O motivo é que há documentos oficiais que provam que ele nunca foi vinculado ao seu gabinete”, afirma Leandro, reforçando a acusação de inconsistências sobre a acusação.

Sobre a Operação 

A Operação Poltergeist foi deflagrada pelo MP em abril de 2014. O objetivo foi de desmontar um esquema de desvio de recursos públicos por meio da contratação de servidores fantasmas em alguns gabinetes da Assembleia Legislativa de Goiás e da Câmara Municipal de Goiânia.

Outros envolvidos no esquema ficavam a cargo de alistar potenciais servidores fantasmas ou recolher o salário pago aos funcionários. Também participam da organização detentores de cargos com autoridade para contratar os comissionados.

Em novembro último, dois suspeitos, um ex-policial federal e um pastor evangélico, foram presos acusados de intimidarem uma testemunha. Daniel Messac foi apontado como líder do esquema desde 2015.

Chamada de Operação Embaraço, desdobramento da Poltergeist, a investigação sobre a coação da testemunha, no interior do Fórum de Montes Claros de Goiás, constatou que a intimidação à testemunha ocorreu a mando do referido parlamentar, o que fundamentou o pedido de prisão.

A defesa de Daniel Messac, então preso preventivamente pela acusação, no entanto, considerou a prisão “abusiva” e lamentou profundamente que o Ministério Público tenha se utilizado de “documentos inconsistentes”.

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