Em confirmação extraoficial, Goiânia tem dois primeiros casos de flurona

Um médico e uma médica tiveram exames positivos simultâneos para Covid-19 e influenza A. Secretarias de Saúde de Goiás e de Goiânia ainda não confirmam

Exames da médica que mostraram a detecção dos dois vírus em menos de 24 horas | Foto: Reprodução

Dois médicos de Goiânia – uma mulher de 26 anos e um homem de 29 – tiveram exames positivados simultaneamente para Covid-19 e influenza A, que é causada pelo vírus H3N2. A infecção pelos dois microorganismos ao mesmo tempo está sendo chamada de Flurona – uma junção das palavras flu (gripe, em inglês) e corona (relativo ao coronavírus).

Os exames da médica foram realizados em uma unidade do Hemolabor (Covid-19) e do Laboratório Saúde (influenza). Já o colega dela fez a coleta para detecção de ambos no Laboratório Saúde. Os exames da médica serão enviados para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para mapeamento genético e investigação laboratorial sobre o tipo de variante do Coronavírus e do vírus Influenza. O objetivo é confirmar cientificamente a presença do vírus H3N2, que está no grupo do Influenza A.

Até a tarde desta quarta-feira, 05, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia não tinham registrado esses dois casos de flurona em Goiânia. Fontes ouvidas pelo Jornal Opção, no entanto, disseram que os casos de Goiânia ainda não constam na base de dados porque o sistema estaria fora do ar. 

 

Mais um caso

Na terça-feira, 04, por meio da assessoria de imprensa, a SES afirmou ao Jornal Opção que não há casos confirmados de Flurona, infecção concomitante de Covid-19 e Influenza H3N2, em Goiás, mas disse que o Estado registra, oficialmente, um caso suspeito da doença. Segundo a nota, o material deste paciente já foi coletado e a amostra enviada para análise em São Paulo.

A Secretaria de Saúde não informa, no entanto, a cidade goiana onde reside o primeiro suspeito oficial de Flurona. O paciente, ainda de acordo com a SES, segue em monitoramento. “O caso suspeito não foi considerado grave e não houve necessidade de internação”, diz em nota. A notificação é investigada pela Vigilância Epidemiológica da SES-GO.

 

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