Dois servidores da Prefeitura de Bela Vista de Goiás são acusados de desviarem peças do transporte escolar

Conforme o Ministério Público de Goiás, a ação criminosa gerou prejuízo de mais de R$ 41,6 mil a prefeitura

 

O desvio das peças foi identificado após a prefeitura de Bela Vista de Goiás ter tido o conhecimento de que faltava materiais para a manutenção de veículos de transporte escolar. Um boletim de ocorrência e um processo administrativo foram abertos e durante as investigações, os servidores Delizon Ramos de Jesus e Dêivide Joviano Guimarães Gomes foram identificados como os autores do crime. Os dois servidores foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO).

O promotor de Justiça e autor da denúncia, Augusto Henrique Moreno Alves, identificou todos os prejuízos. Segundo ele, foram R$ 41,6 mil referente a 32 aparelhos de ar-condicionado,subtração de combustível, pneus, rodas, macacos, aparelhos de som e $ 5,5 mil referente ao valor pago pelos combustíveis e óleo motor .

Segundo o promotor, “Dêivide retirava combustível dos tanques dos ônibus e colocava em tambores, o que possibilitava o transporte e a venda. Além disso, substituía pneus em bom estado de conservação por outros velhos, além de subtrair óleo de motor e peças dos veículos e posteriormente revendia a terceiros”.

Os dois aproveitaram do acesso que tinham aos ônibus por serem funcionários da prefeitura. Dêivide chegou a ser o coordenador do transporte escolar de janeiro de 2017 até julho de 2020. Em agosto de 2020, Delizon assumiu o cargo e continuou cometendo as impunidades do antecessor.

“Assim que assumiu o cargo, Delizon deu continuidade à prática delitiva de seu antecessor, apropriando-se de combustível, pneus e outros acessórios de automóveis e vendendo-os por preços atrativos, abaixo do valor de mercado”, disse um membro do MP.

A defesa de um dos servidores denunciado, Delizon Ramos de Jesus Júnior, afirmou que seu cliente confessou o crime e que vai ajudar a ressarcir todo o prejuízo causado à prefeitura, além de contribuir para as investigações. Já a defesa de Dêivide não quis se pronunciar sobre o ocorrido.

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