Em ano de eleição, vereadores se manifestam sobre possibilidade de migração partidária

O período para a troca de partidos começa, e alguns dos membros do Legislativo goianiense revelam o que pretendem

Lucas Kitão diz que não tem “planos concretos” para mudar de partido / Foto: Fernando Leite

Com a abertura da janela partidária em ano de eleição municipal, começam a pairar as expectativas de que alguns membros do Legislativo goianiense possam abandonar suas atuais legendas e mudar para uma outra onde se sintam mais confortáveis e fortalecidos para o pleito.

Questionado sobre uma possível troca de partido, o vereador Milton Mercez, atualmente no Patriota, descartou tanto a possibilidade de deixar a sigla quanto a de se candidatar. Para Mercez, a disputa eleitoral em 2020 “está muito difícil”, e “o povo desanimado com a situação”. “Acabaram com as coligações, isso vai dificultar muito as eleições. Cada partido vai conseguir um ou dois vereador. Partido que vai fazer mais vereadores são partidos que tiverem candidatura a prefeito em melhor condição”, concluiu.

Também do Patriota, o Cabo Senna alegou não ver motivos para mudar de partido. Conforme o vereador, as eleições no interior serão marcadas por “excelentes nomes vindos do Patriota”, e que a sigla “atua com responsabilidade e respeito ao eleitor”. “As perspectivas para 2020 são as melhores, afinal entendemos que os eleitores estão cada vez mais preocupados com a política, e com o resultado do trabalho do seu representante”, disse.

Já o vereador Izídio Alves, do PR, deixou implícita a motivação que o levou a permanecer no partido onde está. “Não fui convidado para nenhum partido, então não vou trocar”, disse. O parlamentar afirmou também que espera que “esse ano as eleições sejam melhores, que pessoas realmente boas sejam eleitas”.

Quanto ao vereador Lucas Kitão, cujo partido PSL viu uma debandada de filiados após a saída do presidente Jair Bolsonaro da sigla, não rejeitou categoricamente a possibilidade de migração, mas disse não ter planos concretos para isso. “Está muito cedo para decidir isso. Eu acho que o PSL está firme. A perspectiva das eleições para o PSL neste ano são as melhores possíveis”, arrematou.

 

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