“Ele é uma pessoa boa. Foi criado assim”, diz filho sobre pai que quase o matou por ser gay

Ameaçado com uma faca e espancado com uma alça de bolsa em brasa e uma colher de pau, o garoto de 17 anos preferiu não levar o caso à polícia

Reprodução/Facebook

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O jornal “Extra”, do Rio de Janeiro, divulgou, nesta quarta-feira (2/3), o relato emocionante de um jovem de 17 anos, que quase acabou morto pelas mãos do próprio pai, após dizer que era gay. Espancado e ameaçado com uma faca, o garoto preferiu não levar o caso à polícia.

Conforme o relato do jovem, publicado em uma rede social, o pai sempre foi uma pessoa violenta. Motivo pelo qual a mãe abandonou o marido e o filho, quando este último tinha apenas 2 anos de idade.

O episódio que por pouco não acabou em tragédia aconteceu na última sexta-feira (26/2), após o garoto voltar de um terreiro umbandista que frequenta. Ao chegar em casa, foi confrontado pela madrasta, que o acusou de estar sob efeito de drogas.

Com a chegada do pai, a situação se agravou. Foi quando o jovem resolveu contar ao homem que era homossexual. Após a revelação, o garoto relatou que o pai o agrediu com socos, chutes, tentou o enforcar, e também deferiu golpes com uma colher de pau e chibatadas nas costas dele com uma alça de bolsa em brasa.

Não satisfeito, o homem ainda teria insistido que a esposa pegasse uma faca. “Eu sabia que ele ia me matar. Ela (madrasta) abriu o portão e pediu para que fugisse, pois também sabia que eu iria morrer”, contou à reportagem do “Extra”.

O adolescente conseguiu escapar e se refugiou na casa de uma amiga. Chegou a voltar em casa para buscar suas coisas e, por sorte, não encontrou o pai. Questionado sobre a possibilidade de voltar a ter contato com o homem que quase tirou sua vida, o menino diz que é claro que “não quer saber mais dele”, mas acredita que ele seja uma “pessoa boa” e que apenas “foi criado assim”.

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