El Club publica nova nota sobre caso de agressão e diz que evitou linchamento

Responsáveis pela casa já haviam se posicionado acerca do episódio na segunda-feira (18), quando o episódio repercutiu de forma negativa nas redes sociais

A boate El Club emitiu nesta quinta-feira (21/12) novo comunicado sobre o caso de agressão que ocorreu na casa no início desta semana, quando a estudante Ana Cristina Abrão Nascimento, de 24 anos, levou um chute no rosto de um segurança.

Os responsáveis pela casa já haviam se posicionado sobre o caso na segunda-feira (18), quando o episódio repercutiu de forma negativa nas redes sociais.

Na nova nota, eles explicam o porquê tiveram que fechar a porta da boate durante o tumulto, que deixou mais de uma pessoa ferida e resultou em uma onda de críticas à boate.

Conforme narrado, a decisão foi tomada pela equipe da casa que temia um linchamento, depois que parte do grupo das vítimas invadiu o espaço interno do El Club, quebrando o portão de entrada e correndo em direção ao segurança agressor.

“Este foi derrubado, caiu sobre uma garrafa de vidro e se cortou, motivo pelo qual ele estava segurando uma garrafa em um dos vídeos divulgados. Nesse momento, mobilizamos toda a nossa equipe de fiscais e retiramos as pessoas envolvidas no incidente e fechamos as portas, numa tentativa de quebrar o ciclo de violência, a fim de prevenir mais uma tragédia que pudesse colocar a integridade física tanto do público, quanto de nossos colaboradores em risco. Por esse motivo, não se “entregou” o segurança em questão ao público que havia à porta – unicamente para evitar mais violência e um linchamento iminente”, diz a nota.

O comunicado também reforça que a casa procurou as vítimas e ofereceu apoio psicológico, médico e jurídico. Informa ainda que irá abrir as portas normalmente nesta semana.

Confira abaixo a nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO – 21/12/2017

Em razão do ocorrido em nosso estabelecimento no último domingo, viemos a público nova e definitivamente para esclarecer quaisquer questões pertinentes.

A nota divulgada por nós na segunda-feira foi publicada após uma manhã inteira de reuniões e apuração dos fatos com todos os membros de nossa equipe. Para tal, precisamos ouvir diversas pessoas, com diversos ângulos da história, inclusive apurar o material digital divulgado na madrugada anterior. A nota foi preparada antes mesmo do início do movimento nas redes sociais. Após isto, tentamos contato com as 3 mulheres envolvidas diretamente, 2 das quais nos atenderam, e delas, uma aceitou conversar conosco. A ela, foi oferecida, de nossa parte, toda a ajuda médica, psicológica e legal que se fizer necessária. Ainda na mesma tarde, atendemos a todos os veículos de imprensa que nos procuraram, inclusive entrevista para a TV Anhanguera. Não nos escondemos nem fugimos da responsabilidade: só tomamos o tempo necessário para apurar todos os fatos.

É importante ressaltar que absolutamente nada justifica o fato de um segurança direcionar um chute à boca de uma pessoa. No momento do ocorrido, após a agressão documentada em vídeos, parte do grupo das vítimas invadiu o espaço interno do El Club, quebrando o portão de entrada e correndo em direção ao segurança agressor. Este foi derrubado, caiu sobre uma garrafa de vidro e se cortou, motivo pelo qual ele estava segurando uma garrafa em um dos vídeos divulgados. Nesse momento, mobilizamos toda a nossa equipe de fiscais e retiramos as pessoas envolvidas no incidente e fechamos as portas, numa tentativa de quebrar o ciclo de violência, a fim de prevenir mais uma tragédia que pudesse colocar a integridade física tanto do público, quanto de nossos colaboradores em risco. Por esse motivo, não se “entregou” o segurança em questão ao público que havia à porta – unicamente para evitar mais violência e um linchamento iminente.

O protocolo padrão da casa é simples: prestar atendimento à vítima, encaminhar aos serviços médicos e dar suporte em casos de envolvimento policial. Posto que havia a possibilidade de um novo arrombamento, nosso gerente acionou a polícia na tentativa de acalmar os ânimos, dialogar e prestar suporte às vítimas. Os policiais militares informaram que o boletim de ocorrência seria feito e que as vítimas deveriam ir à delegacia para dar continuidade ao processo. Em nenhum momento foi solicitada pela PM a presença do agressor, já que ele seria invariavelmente intimado pela investigação.

Queremos deixar claro que não acobertamos e nem vamos omitir ou proteger a atitude do segurança em questão. No entanto, legalmente, somos impedidos de fornecer dados de nossos colaboradores, a não ser que haja um pedido judicial para tal. Seria ilegal publicarmos aqui uma foto com os dados dele, como muitos nos cobraram nas redes sociais. No dia do ocorrido, nos colocamos à disposição das vítimas para que tenham o nosso suporte total nos processos que queiram levar à justiça.

Durante todo processo e posterior apuração dos fatos, tanto nossa equipe noturna quanto diurna trabalhou incessantemente com apenas um fim: quebrar o ciclo de ódio, violência e prestar atendimento aos envolvidos, tanto vítimas quanto agressor.

Ouvimos e refletimos sobre as críticas de todos vocês (sem excluir nenhum comentário e nem bloquear nenhum usuário), pois queremos que nosso futuro faça jus a toda história que construímos durante 7 anos em Goiânia, durante os quais estivemos à frente de um movimento de agitadores culturais que lutam por respeito, tolerância e diversidade. Nos comprometemos a aprender com os nossos erros.

Hoje, abriremos as nossas portas e lançaremos nossa programação semanal. Nós, como diretores do El Club pedimos desculpas pelo ocorrido e reiteramos que esse incidente não nos representa.

Carol Maia e Lucas Manga

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.