Educação mantém greve por mais uma semana

“Dependemos desse pagamento para pagar aluguel, transporte e comida. Precisamos para comer”, afirma docente

Os servidores públicos estaduais da Educação de Goiás optaram, em Assembleia Geral, nesta segunda-feira, 8, por manter a greve por mais uma semana. Na ocasião, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) levou a proposta do Governo Estadual até os professores, que rejeitaram os termos.

Segundo informações da entidade, a administração estadual propunha pagar o restante dos servidores do segmento, aproximadamente de 42%, em quatro vezes. O adimplemento seria feito até o mês de julho, inclusive com o 13º de quem recebe naquele mês.

Na sexta-feira, 12, haverá uma nova assembleia para tratar, novamente, sobre a manutenção da greve. Inclusive, segundo informações do Sintego, nesta semana serão realizadas manifestações nas 36 entidades ligadas ao sindicato. Os horários e datas deverão ser definidos nesta terça-feira, 9.

Ainda conforme a comunicação do Sintego, alunos têm participado dos atos e apoiado os professores. O número de participantes da assembleia, no entanto, não foi precisado pela categoria.

Transparência

Educação mantém greve por mais uma semana
Foto: Enviada ao Jornal Opção

O Colégio Estadual Solon Amaral, na Capital, exibe em seu portão os motivos da greve. “Falta pagamento do mês de dezembro e março”; “falta de segurança nas escolas”; “falta de funcionários e professores” e mais.

Elenice Abadia Dourado, professora na unidade, afirma que essa transparência foi feita como gesto de respeito aos alunos e professores. “Precisamos ensinar a respeitar”, advertiu. Ela reforçou, ainda, que não seria possível simplesmente fechar as portas. “Temos que dar satisfação. Optamos por esclarecer não só o aluno, mas toda a comunidade”.

A professora, que participou da assembleia, disse que 99% dos presentes pediram pela permanência. Questionada sobre a atuação do governo estadual, ela diz que este tem sido “rígido”. “Nós dependemos desse pagamento para pagar aluguel, transporte e comida. Precisamos para comer”, conclamou. “Não queremos parar, mas precisamos receber”, finalizou angustiada.

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