“É resiliência. Luta”, define Beth Fernandes sobre ser eleita a primeira transexual presidente do CMDM

Eleita por unanimidade, a ativista política promete tomar mais ações visando a pauta LGBTQIA+

Beth Fernandes, psicóloga, ativista política e agora presidente da CMDM. │ Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira, 16, o Diário Oficial de Goiânia publicou a resolução de que Beth Fernandes, psicóloga e ativista política, se tornasse a primeira presidente transexual do Conselho Municipal de Direitos das Mulheres (CMDM) em Goiás. Beth foi eleita de forma unânime para o cargo, no início de setembro.

A ativista política resumiu com poucas palavras o sentimento de ser eleita para o cargo em Goiânia “É Resiliência. É luta” e completou “Ser eleita em um conselho em que tem todo esse olhar sobre o que é ser mulher, é uma luta”.

Beth destacou que vislumbra maiores possibilidades para a população LGBTQIA+ no âmbito político, concorrendo para cargos políticos diversos. “Eu não quero ser só. Que outras transexuais venham e continuem a luta, que façam, que se renovem. Eu espero que nas próximas eleições nós possamos colocar trans na Câmara Municipal, na Assembleia Legislativa. É isso que nós queremos, direitos iguais. Nem mais, nem menos. Iguais, para todas.”

A presidente da CMDM declarou que serão tomadas mais ações pautadas nas questões LGBTQIA+, não só apenas voltadas para as mulheres. A esperança de Beth é que tanto a população quanto os movimentos sociais se fortaleçam para a formação de um Conselho LGBTQIA+ “Estamos passando por um período de transição na prefeitura de Goiânia. Isso possibilita abrir as políticas públicas, não só para o enfrentamento das violências contra as mulheres, mas para outras frentes de luta durante a transição de governo municipal”. 

A psicóloga considera simbólico que a Resolução de sua posse tenha sido publicada logo após as eleições de domingo. “Viemos de uma eleição em que várias pessoas trans foram eleitas pelo País. Infelizmente, o mesmo não aconteceu aqui. Logo, ter sido eleita para a presidência do Conselho Municipal de Direitos da Mulher tem um peso muito grande nesse momento”, observa.

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