“É injustificável que se comece a fazer uma investigação pela prisão”, afirma defesa de Marconi

De acordo com Kakay, a investigação é bem vinda, mas tem de ser feita obedecendo à Constituição

Fotos: Divulgação

Após o habeas corpus concedido ao ex-governador Marconi Perillo pelo desembargador Olindo Menezes, da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), o advogado Carlos Antônio de Almeida Castro, Kakay, disse que prisão preventiva é “injusta” e se deu “sem fundamentação”.

“A defesa desde o início sabia que essa decisão seria revogada. Uma decisão injusta, sem fundamentação. Nós já havíamos ganhado outras duas decisões na mesma operação. É injustificável que se comece a fazer uma investigação pela prisão”, afirmou em vídeo.

De acordo com Kakay, o procurador agiu com “certa passionalidade”. “O que nós queremos? Que a investigação se dê dentro dos limites constitucionais, preservando os direitos e garantias que todo cidadão deve ter”, disse.

“A liminar que dá a liberdade ao ex-governador Marconi – espero – coloca nos eixos a investigação, para que nós possamos fazer uma investigação dentro dos limites da constituição federal”, acrescentou.

Segundo o advogado, Marconi não tem nenhuma preocupação com a investigação. “Provaremos com tranquilidade a inocência”, declarou.

“A defesa vem dizendo, desde o início, que a prisão e Marconi é arbitrária, injusta, ilegal e inconstitucional. Causa estranheza esse juiz ter determinado a prisão mesmo a defesa já tendo ganhado duas outras duas liminares para a liberdade”, finalizou.

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