Para Felisberto Tavares, cabe aos vereadores fazer a fiscalização e cobrar soluções da prefeitura de uma maneira fundamentada

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A morte de duas pessoas na Casa da Acolhida em Goiânia, no último dia 5, despertou a atenção da Câmara Municipal. O vereador Felisberto Tavares (PR) falou ao Jornal Opção que a situação é muito preocupante: “O que nós estamos gritando aqui e não estamos achando ressonância por parte do Executivo, e até, às vezes, de alguns pares, demonstra a situação pela qual está passando a assistência social no município”.

O vereador reiterou que é assustadora a forma como está sendo tratada a assistência social em Goiânia, para ele, os acontecimentos recentes só demonstraram que a Casa da Acolhida estava abandonada e não acolhia ninguém, de fato. “Agora nós vamos mensurar quantas pessoas estão morrendo em virtude da ausência da prestação desse serviço, nestes locais”, afirmou.

Bolsa Família

Felisberto disse ainda, que o município recebe recursos federais, mas, para ele, a destinação não está sendo correta. Nesse sentido, o parlamentar citou também a questão do Bolsa Família: “É surpreendente saber que vêm recursos para você manter uma Bolsa Família e que não tem o profissional para fazer o diagnóstico da necessidade do requerente”.

E denuncia: “Estão fazendo a concessão mediante, somente, o declaratório do requerente, e isso é uma possibilidade muito grande de fazer desvio de recursos, ou fazer, no mínimo, por omissão, uma injustiça, ou seja, dar o recurso para quem não precisa”.

Quando questionado sobre o posicionamento da prefeitura diante destes problemas levantados pela Câmara Municipal, o vereador alegou: “O dinamismo da sociedade requer, por parte do gestor, uma série de procedimentos que, por muitas vezes acaba retardando as ações no município”. É por isso, que segundo ele, cada representante do legislativo escolhe um nicho e faz a sua defesa, seja na educação, saúde, ou na assistência social.

Sobre a administração de recursos, o parlamentar garante: “Não tem segredo, é você saber o que veio de recursos, onde foram aplicados, e como foram aplicados. Ai nós vamos saber se os investimentos estão aquém ou além dos valores repassados ao município”.

De acordo com Felisberto, cabe aos vereadores fazer a fiscalização, cobrar soluções para mitigar os problemas, mas de uma maneira fundamentada, sem viés ideológico, nem partidário. “O que se vê, às vezes, é uma confusão por isso: eu maximizo um problema somente para criticar ou prejudicar o gestor, sendo que a verdade está bem além daquilo”. O vereador salienta que, às vezes, o problema perpassa por outros entes que não sejam do executivo municipal.

“O chefe do executivo nomeia sua equipe e confia nela, talvez se nós mostrarmos para o executivo que está havendo falhas, e elas estão causando prejuízos aos cidadãos e, consequentemente colocando-o susceptível a responder uma ação por omissão ou negligência, talvez ele tome as atitudes que devem ser tomadas”, finalizou.