Durante vistoria, diretor informa que presídio alvo de rebelião será destruído

Coronel Edson Costa explicou que uma nova unidade será construída para substituir o semiaberto da Colônia Agroindustrial de Aparecida de Goiânia

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A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), conforme determinação da presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, realizou na manhã desta sexta-feira (12/1) vistoria na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

As ações começaram por volta das 11 horas e reuniram mais de 100 integrantes das diversas estruturas da Polícia Militar (PM) e Grupo de Operações Penitenciárias (Gope), além de 40 servidores especializados do sistema prisional.

Durante entrevista coletiva na frente da unidade, o diretor-geral de Administração Penitenciária, coronel Edson Costa, declarou que uma nova unidade será construída para substituir o semiaberto, palco de rebelião no último dia 1º.

“Iremos divulgar na semana que vem o local, que terá a estrutura necessária e adequada para abrigar os apenados. Paulatinamente o complexo de presídios irá para este local”, informa.

Segundo o coronel, concluída a transferência para a nova estrutura, o semiaberto da Colônia Agroindustrial será destruído. “Estamos com efetivo para todo e qualquer apoio à instituição”, diz o comandante-geral da PM, Divino Alves. “A situação de arma encontrada acontece em qualquer presídio do país, mas as inspeções são realizadas quase diariamente”, destaca.

Vistoria

Além do coronel Edson Costa, também estiveram presentes, durante a inspeção na manhã desta sexta, o diretor-geral adjunto, tenente-coronel Agnaldo Augusto da Cruz, o superintende de Segurança Penitenciária da DGAP, Jonathan Marques da Silva, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Divino Alves, além de representantes do Ministério Público, OAB-GO e Defensoria Pública.

No local, foram encontrados 16 celulares, cinco baterias, uma fonte de PC, uma porção média e outra pequena, dois pen drives, oito chips de celular, cinco pedaços de ceguetas, duas facas, 11 chuchos, uma navalha, três cachimbos, um facão, nove barras de ferro e um alicate.

“Cumprimos as duas missões que a ministra nos determinou: fazer um cronograma para as nossas tarefas dos próximos 30 dias e realizar esta inspeção com total transparência”, reforçou o coronel Edson Costa.

Ele também explicou que já foram transferidos os apenados que lideraram na rebelião ocorrida no dia 1º de janeiro. “Eles já estão em presídios estaduais e o próximo passo é conduzi-los para presídios federais, conforme determinação judicial”, aponta.

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