Doleiro Alberto Youssef teria decidido fazer delação premiada

“É uma pena, temos uma tese jurídica que era importante no STJ”, lamentou seu advogado, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay

youssefO doleiro Alberto Youssef vai fazer a delação premiada com relação à Operação Lava Jato. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo, que cita como fonte o advogado do acusado, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay. “É uma pena, temos uma tese jurídica que era importante no STJ”, lamentou o criminalista.

Kakay decidiu se afastar do caso após a tomada da decisão de Youssef. Segundo ele, o doleiro estaria sendo motivado principalmente por pressões familiares e pelo fato de outros investigados estarem tomando a mesma atitude.

Ainda que Youssef consiga os benefícios da delação premiada, ele provavelmente deverá entregar todos os seus bens ilícitos, cumprir quatro anos de prisão em regime fechado e outros quatro em regime aberto. Caso o acordo não seja efetivado, o doleiro pode encarar mais de 20 anos de prisão em regime fechado.

Youssef já havia se valido da delação premiada em 2004 quando foi investigado por remessas ilegais usando o Banestado, banco do governo do Paraná. Na ocasião, ele havia se comprometido a deixar o mercado paralelo de dólares, mas ao invés disso, aumentou ainda mais o volume de seus negócios.

Em decorrência do desrespeito à promessa feita, o processo do Banestado foi reaberto em maio deste ano pelo juiz federal Serio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. Youssef acabou condenado a quatro anos e quatro meses de prisão.

Em decorrência da Operação Lava Jato, o doleiro responde a cinco processos, o principal deles referente a desvios em contratos da Eletrobras. Ele está preso desde março suspeito de ter efetuado remessas para fora do país de forma fraudulenta.

Segundo a Justiça, o crime teria sido cometido por 3.649 vezes entre julho de 2011 e março de 2013, movimentando ilegalmente um total de US$ 444,7 milhões. Além disso, Yousseff ainda é acusado de ter realizado operação de câmbio de US$ 36 mil para importação de cocaína da Bolívia.

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