Equívocos apontados em relatório feito pelo CAU em janeiro de 2016 ainda podem ser constatados no local

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Em janeiro de 2016, logo após a revitalização da Praça Cívica ser finalizada e entregue à população, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO) realizou, a pedido do Ministério Público de Goiás (MP-GO), uma vistoria em que foi constatado que o local, mesmo até então recém-restaurado, apresentava problemas de acessibilidade.

Dois anos depois, o Jornal Opção voltou ao local na última semana e constatou os mesmos equívocos na implementação da rota acessível ora identificados pela entidade.

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Conforme já havia constatado o CAU no ano de 2016, a instalação de rota acessível em toda a extensão da praça possibilita a circulação por ela e o acesso aos monumentos artísticos e históricos. Mesmo assim, há problemas relacionados à locomoção e à qualidade na execução do piso tátil.

A reportagem flagrou, assim como o conselho há dois anos, alguns problemas estruturais nos pisos com a verificação de danos diversos. Paralelamente, um dos principais equívocos no que diz respeito à acessibilidade da Cívica reside na falta de integração com os prédios públicos.

Isto é, percebe-se que houve uma grande preocupação na circulação na praça, mas negligenciou-se o acesso aos edifícios públicos nela existentes. A rota acessível, na maioria das vezes, continua não contemplando o acesso às entradas desses prédios.

Por fim,  é possível observar, ainda, que persistem falhas na compatibilização da rota com as caixas de inspeção instaladas Praça Cívica. A existência de pequenos obstáculos num piso que deveria ser totalmente adaptado para a rolagem de cadeiras de rodas e circulação de pessoas com dificuldade de locomoção foi verificada pela reportagem. Confira galeria abaixo: