Dirigente do Atlético-GO relata injúria racial contra goleiro durante jogo com Juventude
06 setembro 2026 às 11h47

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O goleiro Paulo Vitor, do Atlético-GO, relatou ter sido vítima de injúria racial durante a partida contra o Juventude, disputada na noite deste sábado, 5, no Estádio Alfredo Jaconi. Segundo o gerente executivo do clube goiano, Junior Murtosa, o jogador foi insultado por um torcedor nos minutos finais do confronto.
De acordo com o dirigente, o episódio ocorreu nos acréscimos, após uma disputa de bola envolvendo Paulo Vitor e um jogador adversário dentro da área. Um torcedor que estava próximo ao alambrado teria direcionado ao goleiro a frase “vamos jogar, macaco”.
Paulo Vitor comunicou imediatamente o ocorrido à arbitragem. O árbitro Ramon Abatti Abel registrou o episódio e acionou o policiamento presente no estádio. Segundo Murtosa, também foi realizado o gesto utilizado para indicar casos de racismo durante uma partida.
“O torcedor chegou até o alambrado e proferiu as seguintes palavras: ‘vamos jogar, macaco’. Tão logo isso aconteceu, ele comunicou ao árbitro. O árbitro relatou na súmula e chamou o policiamento”, afirmou o dirigente.
Após o apito final, o episódio provocou um princípio de confusão no gramado. Paulo Vitor demonstrou revolta com o insulto, enquanto jogadores do Juventude tentaram conter os ânimos. A situação foi controlada com a intervenção dos policiais que estavam no estádio.
O policiamento registrou o relato do goleiro e passou a analisar as imagens das câmeras de segurança do Alfredo Jaconi na tentativa de identificar o responsável pelo insulto. Segundo Murtosa, o estádio dispõe de equipamentos que podem auxiliar na identificação do torcedor.
“O policiamento anotou o nome do Paulo, o momento em que aconteceu e foi buscar nas câmeras para tentar identificar o torcedor que praticou esse ato de racismo. Foi feito um boletim de ocorrência e, para a CBF, o relato foi colocado na súmula”, explicou.
O Atlético-GO aguardava a divulgação oficial da súmula da partida e informou que pretende acompanhar o andamento da investigação e as eventuais medidas adotadas pelas autoridades e pelos órgãos esportivos.
O dirigente também lembrou que o futebol goiano já registrou episódios semelhantes. Em 2022, o ex-jogador Fellipe Bastos, então atleta do Goiás, denunciou ter sido chamado de “macaco” durante um clássico contra o Atlético-GO, disputado no Estádio Antônio Accioly.
Murtosa lamentou novamente o episódio envolvendo Paulo Vitor e afirmou que o impacto do insulto ultrapassa o ambiente esportivo. “É claro que dói em todos, principalmente nele, Paulo Vitor. Deve doer muito nos familiares ao saber disso, mas dói também em nós. Isso não pode estar presente no nosso dia a dia. É inadmissível”, declarou.
Segundo o dirigente, após o fim da partida, ele acompanhou o goleiro até o policiamento para que o caso fosse formalmente registrado. O Atlético-GO agora aguarda a identificação do torcedor e o prosseguimento das medidas relacionadas ao episódio.
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