Deputados estaduais divergem sobre presidência do PSDB

Dos sete parlamentares na Assembleia, somente um declara apoio à candidatura do deputado federal Alexandre Baldy. Maioria não quer um presidente com mandato

Fotos: Marcos Kennedy

Deputados Gustavo Sebba, Mané de Oliveira, Iso Moreira, José Vitti, Júlio da Retífica e Nédio Leite | Fotos: Marcos Kennedy

Na tentativa de se viabilizar para a presidência do diretório do PSDB em Goiás, o deputado federal Alexandre Baldy tem divulgado o desejo e conversado com alguns políticos no Estado. O nome, entretanto, não é um consenso — principalmente pelo fato de Baldy ter mandato. Dos sete tucanos na Assembleia, o Jornal Opção Online falou com seis. Destes, somente José Vitti apoia abertamente a candidatura de Baldy.

O deputado Júlio da Retífica é da vertente que não acha que o fato de ter mandato interfere na forma com que o presidente irá levar a legenda. Essa não é a questão principal, mas sim saber se o possível presidente tem ligação com todos os tucanos; se conhece o partido. “O nome de Baldy é bom, mas precisa passar ainda por esse trabalho dentro legenda. Eu represento uma região muito grande, e ninguém veio conversar comigo até agora. Quem quer ser candidato tem que pelo menos conhecer as lideranças”, pontuou.

Atual presidente do PSDB, Paulinho de Jesus disse que a preocupação atual é com as convenções municipais, com o intuito de estruturar o diretório estadual. “O governador pediu para não falar disso, porque não dá para passar o carro na frente dos bois”, explicou o tucano. Ainda assim, relatou seu posicionamento: um presidente sem mandato é melhor para o partido. “Ele vai trabalhar para todo mundo e não irá puxar as luzes do partido para si.” Sobre o nome de Baldy, Paulinho disse que viu pela imprensa. “Ele não me falou, não me ligou.”

O deputado estadual José Vitti não vê problema no fato do presidente ter mandato. Acha, na verdade, importante uma experiência nas urnas, o que possibilitará maior sensibilidade política. Vitti diz entender o argumento de que para presidir o partido o tucano deve ter tempo, mas garante que isso não deve atrapalhar Baldy. “Defendo a candidatura dele, mesmo com mandato. E o que eu puder fazer para ajudá-lo, o farei”, disse.

Líder do PSDB na Assembleia, Gustavo Sebba —  frisando que esta é sua opinião pessoal– escolheu um posicionamento meio termo. “Existem vantagens e desvantagens em se ter um presidente com mandato. Ele vai saber das dificuldades dos parlamentares, mas tem que ser alguém que não vai usar isso em benefício próprio.”

Sobre o nome de Baldy, o deputado diz ver com “bons olhos” a candidatura, mas afirma que não há nada definido. O importante, para Sebba, é unir a legenda, e não deixar que isso se torne uma briga interna.

Já Iso Moreira não quis comentar nomes, mas concorda com o posicionamento de alguns de escolher um tucano que não tenha mandato. “Deputado não tem tempo”, alega. De acordo com Iso, entretanto, “o chefe é o Marconi” — o que for decido por ele, será acatado.

Mané entende desta forma, mas diz que não muda de opinião. “O governador pode até falar que vai ser o Baldy, mas eu não concordo.” O tucano já havia se manifestado contrário à eleição de um presidente da legenda que tenha mandato. Para Mané, o partido poderá ser usado para resolver questões pessoais. “Aí vira um balaio de gato”, pontuou. O parlamentar ainda declarou apoio ao ex-deputado Afrêni Gonçalves.

Nédio Leite, por sua vez, disse que não há problema ter mandato, desde que as bases de cada parlamentar sejam respeitadas. A reclamação do tucano é porque, de acordo com ele, Baldy foi a São Francisco de Goiás, uma das cidades da base de Nédio, sem consultá-lo. Conforme Nédio, essa atitude de Baldy constrói uma barreira no possível pleito do deputado federal para o diretório estadual.

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Jopsss

Concordo com a posição adotada pelo deputado Gustavo.. Baldy é um grande líder, mas com mandato fica complicado assumir um cargo que depende de presença física..

Marcela Agmar

Concordo com o deputado Gustavo…pq as vezes levam isso pra beneficio proprio msm