Deputado do PL é suspeito de usar família em esquema de desvio de verbas federais

11 fevereiro 2025 às 15h30

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A Polícia Federal investiga a suspeita de que o deputado Bosco Costa (PL-SE) utilizava a esposa e o filho na destinação de recursos indicados por parlamentares que integravam organização criminosa suspeita de venda de emendas. Agora, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se o atual suplente de deputado se tornará réu.
Além de Bosco, Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) deverão ser julgados pela Primeira Turma por participar do esquema de desvio de verbas federais. Os deputados foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
De acordo com a investigação, a organização também era composta por um agiota e lobistas. O inquérito aponta que 25% das emendas que deveriam ser integralmente utilizadas na área da saúde de São José de Ribamar (MA) teriam sido pagos como propina.
“Diante desses elementos, tornou-se possível visualizar um subnúcleo criminoso destinado à lavagem de dinheiro, composto por familiares do deputado Bosco Costa. A sua esposa, Maria Rivandete de Andrade, é quem recebe/oculta o dinheiro do esquema criminoso. O seu filho, Thales Andrade Costa, além de também receber/ocultar, ainda tem papel ativo na negociação”, diz o documento da PF.
No inquérito da PF existe extratos que comprovam as transferências. Há extratos de vários pagamentos, incluindo um de R$ 40 mil, que a PF entende que se trata de dinheiro de esquema ilegal, transferido em dezembro de 2020.
Além disso, foi encontrado um comprovante de janeiro de 2020 com transferência no valor de R$ 25 mil para a conta de Maria Rivandete. O recurso teria sido transferido pela Joas Consultoria, que de acordo com a PF pertencia ao deputado Josimar Maranhãozinho, líder do esquema criminoso denunciado pela PGR .
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