Deputado do MDB propõe adiar PEC do Orçamento Impositivo e gera polêmica

Thalles Barreto (PSDB) criticou Bruno Peixoto e afirmou que proposta não deve ser acatada por deputados

Foto: Divulgação

O deputado Bruno Peixoto (MDB), reeleito no último domingo (7/10), apresentou nesta terça (9) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que desobriga o Executivo a pagar as emendas parlamentares, hoje impositivas, pelos próximos dois anos. De acordo com o parlamentar, a sugestão se dá por conta da mudança de gestão, já que Ronaldo Caiado (DEM) assume como novo governador. “Temos que dar um tempo para o governo, para que ele faça uma análise da real situação do Estado”, justificou.

“Após 20 anos da mesma gestão, é esperado que o novo governo encontre instabilidade orçamentária e financeira. Por isso, esse tempo é importante, para que se possa programar e prever os pagamentos, não prejudicando municípios, servidores públicos e programas de governo”, declarou.

A PEC foi aprovada no dia 2 de outubro em definitivo com 29 votos favoráveis e nenhum contrário e passaria a valer em 2019. De acordo com a proposta de Bruno Peixoto, as emendas seriam apresentadas em 2020 para que depois sejam aplicadas em 2021.

“Estamos conversando, dialogando, explicando a necessidade do governo referente ao tempo. Estamos aguardando para que os deputados aceitem”, declarou.

De acordo com Talles Barreto (PSDB), porém, a proposta não deve ser aprovada. “O deputado Bruno Peixoto equivocou-se. Nem o próprio governador eleito vai quere isso”, disse.

Segundo Talles, o Orçamento Impositivo tem importância muito forte para a valorização da Alego. “As emendas impositivas foram maior legado da história e independência da Casa.  Agora, justificar e colocar uma emenda dessa não justifica. Acho muito difícil isso passar”, finalizou.

Karlos Cabral (PDT) ressaltou que, mesmo fazendo parte da base aliada de Caiado, Ronaldo Caiado (DEM), pelos próximos quatro anos, não dará apoio a nenhuma iniciativa que tire do Legislativo estadual a sua autonomia. “Quem ganha com o Orçamento Impositivo é o povo goiano. Também defendo o nosso duodécimo, que faz com que esse Poder tenha vigor e independência. Essa Casa precisa ter suporte para se autogovernar”, finalizou.

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