Deputado critica pressa para votação do marco regulatório do saneamento básico

“Não queremos que a nossa água e serviços de saneamento também sejam encarecidos e percam a qualidade”, defende José Nelto

José Nelto | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O deputado federal José Nelto (Podemos) critica a pressa para votação do projeto 3261/2019, conhecido como marco regulatório do saneamento básico. A proposta teve o regime de urgência aprovado na semana passada e pode ser votada nesta quarta-feira, 4. “Aproximadamente 150 mil pais de família ficarão desempregados por culpa do Congresso Nacional”, reagiu o parlamentar.

Para Nelto, a aprovação do projeto vai provocar um aumento nas tarifas, tornando o serviço inacessível para milhões de brasileiros. “A água do Brasil será entregue para multinacionais e para empresários envolvidos na Lava Jato. Além disso, haverá demissões em massa. De nada adianta levar água e saneamento básico aos cidadãos se a maioria dos brasileiros não vai conseguir pagar. A conta do copo de água vai chegar em dólar”, advertiu.

O parlamentar defende outro modelo para resolver os problemas de acesso ao saneamento no Brasil, e lembra que a Alemanha está reestatizando os serviços de água, energia e esgoto. “Se o Governo quer realmente melhorar o sistema de saneamento e agua no Brasil é só limitar os gastos de pessoal das estatais em 40%, acabar com os altos salários, e reservar 60% do dinheiro para investimentos”, sugeriu.

Além disso, quebra o monopólio e deixa a livre concorrência para o cidadão optar entre empresa privada ou estatal. Agora entregar o ‘filé mignon’ e deixar o osso para o povo é um crime”, dispara. Nelto destaca que no estado de Goiás a população, que já passou pelo processo de privatização no setor elétrico, sofre com os serviços prestados pela Enel.

“Em Goiás temos uma péssima experiência com privatização no setor elétrico. Não queremos que a nossa água e serviços de saneamento também sejam encarecidos e percam a qualidade. Eu não serei responsável, nem a minha bancada, de votar favorável à entrega do serviço de água e saneamento para as multinacionais”, concluiu.

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