Delegado diz que soltura de detidos na Operação Cegueira Deliberada não altera procedimentos

Rômulo Figueiredo diz que busca pessoas por trás das empresas de fachada

Foram apreendidos 16 carros de luxo e uma moto | Foto: Eduardo Pinheiro/Jornal Opção

O delegado à frente das investigações que apuram fraude no Detran, Rômulo Figueiredo de Matos, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Geccor), disse ao Jornal Opção que a partir de agora dará prosseguimento às análises do material apreendido. Para ele, a soltura dos sete presos pela Operação Cegueira Deliberada não altera os procedimentos.

O próximo passo do Geccor é analisar os documentos e celulares apreendidos durante as buscas, para averiguar se há algum indício que leve aos autores dos crimes cometidos junto ao órgão público. “Buscamos relacionar quem são as pessoas que estão por trás das empresas de fachada e dos laranjas que encontramos durante as investigações”, salientou.

Os sete presos pela operação foram soltos na segunda-feira, 11, após fim da prisão temporária. Não houve pedido de prisão preventiva.

A operação que investiga crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no Detran foi deflagrada na quinta-feira, 7, e prendeu sete pessoas: os proprietário da Sanperes, Daniel Ganda dos Santos, Sérgio Augusto Nunes Pinto; Wederson da Silva Viana; o ex-vereador Marcelo Augusto Sampaio Martins; e Rosana Ribeiro da Silva, Vagner Pedroso Caovila e Carlo Henrique Senkiio.

Operação
As investigações, iniciadas ainda em 2015, mas paralisadas até serem retomadas neste anos, apontam que houve adulteração de documentos em licitação com a empresa Sanperes, responsável pela vistoria veicular. Há indícios também de que haveria concorrência fraudada por meio de empresas de fachada. O valor já apurado representaria o montante de R$ 600 mil, no entanto, pode ser ainda maior.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.