Defesa Civil prepara relatório com pontos críticos em Goiânia para a chegada da chuva

Documento foi enviado à Seinfra e à Comurg, para que os reparos necessários sejam feitos, e a chuva não traga nenhum transtorno aos moradores da capital

Foto: Reprodução

Após um longo período de estiagem, a previsão é que a chuva chegue à Goiânia ainda nesta semana. É uma notícia muito esperada, já que o período seco ocasiona diversos problemas de saúde, crise no abastecimento hídrico, e queimadas. A preocupação que surge agora, no entanto, é em relação à infraestrutura das cidades para suportar o volume de água.

Em Goiânia, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC) informou que foi feito um monitoramento na cidade, com atenção especial aos pontos mais críticos. Segundo o coordenador, Francisco do Carmo Vieira, o levantamento apontou duas áreas classificadas como muito alto risco, quatro áreas de alto risco, sete foram classificadas como médio risco, e oito, como baixo.

“Dentre as residências, consta a integralidade da Vila Roriz, qd. N e qd. 01 da Av. Goiás, no Setor Norte Ferroviário e Setor Grande Retiro. Foi incluído nesta relação a ocupação no Setor Jardim Novo Mundo 2, com aproximadamente 450 pessoas em situação de risco. A Vila Megale voltou novamente como área de risco, falta levantamento de quantitativo de moradores, e na avenida C-107 entre a Avenida C-12 rua C-190, no Setor Jardim América”, detalhou.

Nestes locais, os fatores de risco apontados pela defesa civil foram: possibilidade de enchentes com alagamentos de residências; águas invadindo residências, com risco de desabamento; casas construídas em margens lindeiras de BRs; casas construídas em áreas de risco de deslizamento; casas construídas em áreas de risco de alagamento e inundações, em um total de 97 pontos; casas construídas em área de preservação ambiental; e terreno acidentado com grande declive, ou residências construídas sem devidas orientações de engenheira.

Foram analisados também, pontos que tiveram ocorrências de grandes enxurradas, alagamento e inundações graduais, inclusive com vítimas fatais, além de pontes ou bueiros, com guardas corpos inadequados, ou com as aberturas sem proteção, informou o coordenador.

A defesa civil reiterou que o relatório dos estudos foi enviado à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Goiânia (Seinfra) e à Comurg, para que os reparos necessários sejam feitos, e a chuva não traga nenhum transtorno aos moradores de Goiânia.

 

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