A distribuição de recursos da Direção Nacional do PT para as candidaturas a deputado federal em Goiás apresenta diferenças que chegam à casa dos milhões de reais. Levantamento realizado pelo Jornal Opção com base nos dados disponíveis no  Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que Adriana Accorsi recebeu R$ 2,83 milhões do diretório nacional, enquanto Daniel Caçapava aparece com R$ 15,5 mil. O partido tem 14 candidatos na disputa por vagas na Câmara dos Deputados em Goiás.

Os dados consultados nesta sexta-feira, 18, mostram ainda que nem todos os candidatos aparecem com recursos provenientes da Direção Nacional do partido. Como a prestação de contas eleitoral é atualizada durante a campanha, os valores representam a situação registrada no sistema até o momento da consulta e podem sofrer alterações com novos repasses e declarações.

Entre os candidatos que receberam os maiores valores está Adriana Accorsi. Segundo o  Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, a campanha registra R$ 2.830.500 provenientes da Direção Nacional do PT, montante que representa 99,8% das receitas declaradas pela candidata até então.

Na sequência aparece Rubens Otoni, com R$ 1.815.500 provenientes da Direção Nacional, equivalente a 93,25% dos recursos registrados pela campanha.

Delúbio Soares recebeu R$ 795,5 mil, enquanto Professor Edward aparece com R$ 780 mil provenientes do diretório nacional.

Diferença entre os repasses

Os dados do TSE mostram que a diferença entre os valores destinados às candidaturas é significativa. Enquanto Adriana recebeu mais de R$ 2,8 milhões e Rubens Otoni mais de R$ 1,8 milhão, outros candidatos aparecem com repasses inferiores a R$ 100 mil.

Valério Luiz recebeu R$ 93,5 mil da Direção Nacional, valor correspondente a 97,62% das receitas registradas. Mãe Isabel de Oxum e Flaviane Santos receberam R$ 70 mil cada.

Maju Ferrari aparece com R$ 294 mil, enquanto Professora Railda recebeu R$ 176.060. Suzana Carvalho registra R$ 40.560 e Daniel Caçapava, R$ 15,5 mil.

Veja quanto cada candidato recebeu da Direção Nacional

Conforme levantamento feito pelo Jornal Opção no  Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, do TSE, os valores registrados são:

  • Adriana Accorsi: R$ 2.830.500;
  • Rubens Otoni: R$ 1.815.500;
  • Delúbio Soares: R$ 795.500;
  • Professor Edward: R$ 780.000;
  • Maju Ferrari: R$ 294.000;
  • Professora Railda: R$ 176.060;
  • Valério Luiz: R$ 93.500;
  • Mãe Isabel de Oxum: R$ 70.000;
  • Flaviane Santos: R$ 70.000;
  • Suzana Carvalho: R$ 40.560;
  • Daniel Caçapava: R$ 15.500.

Somados, os valores relacionados chegam a R$ 6.981.120. Adriana Accorsi e Rubens Otoni, juntos, receberam R$ 4,646 milhões, cerca de dois terços do montante identificado entre essas 11 candidaturas.

Os números, entretanto, são um retrato da prestação de contas no momento da consulta. Como o  Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais é atualizado ao longo do período eleitoral, novos recursos podem ser destinados às campanhas e registrados posteriormente.

PT tem R$ 615,4 milhões de Fundo Eleitoral em 2026

A distribuição entre os candidatos em Goiás ocorre dentro de um cenário em que o PT tem direito a R$ 615,4 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026. O valor é o segundo maior entre os 30 partidos contemplados pelos recursos públicos, atrás apenas do PL, que recebeu R$ 881,7 milhões.

Ao todo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou R$ 4,96 bilhões para o financiamento das campanhas neste ano. PL, PT e União Brasil, que recebeu R$ 526,2 milhões, concentram juntos pouco mais de 40% de todo o Fundo Eleitoral.

A divulgação dos valores atende à legislação eleitoral, que determina a publicação da divisão dos recursos após o repasse da dotação orçamentária à Justiça Eleitoral

Apesar de o TSE definir quanto cabe a cada legenda, a divisão dos recursos entre os candidatos é estabelecida internamente pelos partidos. As direções nacionais precisam aprovar e apresentar à Justiça Eleitoral os critérios adotados para distribuir o dinheiro entre as diferentes campanhas.

A legislação também estabelece regras para a aplicação dos recursos, incluindo os percentuais destinados às candidaturas de mulheres e de pessoas negras. Os critérios internos de distribuição devem ser formalizados e divulgados pelas legendas.

No caso do PT, portanto, os R$ 615,4 milhões correspondem ao montante nacional da legenda, e não exclusivamente às candidaturas de Goiás. Os valores identificados pelo Jornal Opção no  Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais mostram quanto cada campanha petista a deputado federal no Estado havia registrado até o momento da consulta.

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