O árbitro goiano Wilton Pereira Sampaio pode encerrar a Copa do Mundo de 2026 com um marco histórico na carreira e uma remuneração superior a R$ 520 mil. Caso seja escolhido pela Fifa para apitar a final do Mundial, o profissional natural de Teresina de Goiás poderá ultrapassar a marca de 75 mil euros em ganhos durante a competição, entre valores fixos e bônus pelas partidas decisivas.

De acordo com informações publicadas pelo jornal inglês Mirror, a Fifa paga uma remuneração fixa aos árbitros selecionados para a Copa do Mundo e concede pagamentos adicionais conforme eles avançam para jogos das fases eliminatórias, especialmente semifinais e final.

Wilton integra o seleto grupo de árbitros mais experientes do quadro internacional da Fifa e vem acumulando atuações importantes no Mundial de 2026. O goiano foi escolhido para comandar justamente a partida de abertura da competição, entre México e África do Sul, disputada no tradicional Estádio Azteca.

Em seguida, voltou a ser escalado para o confronto entre Holanda e Marrocos, válido pelo mata-mata. A atuação dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto parte dos torcedores europeus criticou alguns critérios adotados durante a partida, outros elogiaram o estilo de arbitragem do brasileiro, considerado mais permissivo e com menor número de interrupções.

Natural de Teresina de Goiás, Wilton Pereira Sampaio participa de sua terceira Copa do Mundo consecutiva. Ele também esteve presente nas edições da Rússia, em 2018, e do Catar, em 2022. No Mundial do Catar, o árbitro entrou para a história ao igualar José Roberto Wright como o brasileiro com maior número de partidas apitadas em uma única edição da Copa.

Além de Wilton, o Brasil também é representado pelos árbitros Raphael Claus e Ramon Abatti Abel. O assistente goiano Bruno Pires também integra o quadro da Fifa e participou da equipe de arbitragem da partida de abertura. A possibilidade de Wilton Pereira Sampaio apitar a decisão da Copa de 2026 depende diretamente da campanha da Seleção Brasileira.

Pelas regras adotadas pela Fifa, árbitros de um país normalmente não são escalados para a final quando a seleção de sua nacionalidade disputa o título. Assim, caso o Brasil chegue à decisão, a tendência é que nenhum árbitro brasileiro seja escolhido para comandar o jogo.

Na Copa do Mundo de 2022, Wilton figurou entre os principais candidatos à final após boas atuações durante o torneio. Mesmo com a eliminação do Brasil nas quartas de final para a Croácia, o que o manteve elegível para a decisão, ele acabou não sendo escalado.

Caso seja escolhido pela Fifa, Wilton Pereira Sampaio poderá entrar para um grupo extremamente restrito da arbitragem brasileira. Até hoje, apenas dois árbitros do país comandaram uma final de Copa do Mundo: Arnaldo César Coelho, em 1982, e Romualdo Arppi Filho, em 1986. Uma eventual escalação colocaria o goiano entre os maiores nomes da história da arbitragem nacional.

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