O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão virtualmente empatados com 45% das intenções de voto cada um na simulação de segundo turno, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 16.

O levantamento aconteceu entre os dias 12 e 13 de maio, mas a maioria das entrevistas ocorreu antes da revelação de áudios em que Flávio pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para bancar o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulado “Dark Horse”.

Os números refletem um cenário ainda sem o impacto das acusações, o que explica a estabilidade dos percentuais, já que o eleitorado não sabia do escândalo no momento da coleta. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-00290/2026.

De acordo com os dados, o empate técnico se mantém dentro da margem, mas o contexto mudou após a divulgação das conversas. Na quarta-feira, 13, o site “Intercept Brasil” publicou mensagens em que o senador do PL cobrava pagamentos milionários de Vorcaro, ao todo, o banqueiro desembolsou R$ 61 milhões para financiar “Dark Horse”. 

O parlamentar nega qualquer irregularidade. Contudo, a reportagem veio à tapa justamente no dia em que o Datafolha encerraria a coleta de dados, conforme o registro na Justiça Eleitoral (que previa entrevistas até quinta-feira, 14). Dessa forma, o levantamento captou apenas o período anterior à crise, sem que os eleitores pudessem reagir ao pedido de dinheiro ou ao filme do clã Bolsonaro.

Na pesquisa anterior do Datafolha, publicada em abril para o segundo turno, Flávio Bolsonaro aparecia com 46% contra 45% de Lula. Agora, ambos oscilaram para baixo (Lula manteve 45%, e Flávio caiu um ponto).

Vale destacar que, quando a pergunta é sobre o primeiro turno, o presidente aparece numericamente à frente: Lula tem 38% das intenções, enquanto Flávio soma 35%. Empatados tecnicamente, eles lideram com folga sobre os demais nomes.

O Datafolha testou dois cenários principais para o primeiro turno. No primeiro, sem Ciro Gomes, a sequência é: Romeu Zema (Novo) com 3%; Ronaldo Caiado (PSD) com 3%; Renan Santos (Missão) com 2%; Samara Martins (UP) com 2%; Augusto Cury (Avante) com 2%; Rui Costa Pimenta (PCO) com 1%; e Cabo Daciolo (Mobiliza) com 1%. Outros 1% afirmam que votariam em branco, nulo ou nenhum, e 9% não sabem.

Já no segundo cenário, com a inclusão do ex-governador Ciro Gomes (PSDB), a disputa muda de figura: Lula aparece com 37%; Flávio, com 34%; e Ciro salta para 5%, mantendo o empate técnico entre os dois primeiros. Romeu Zema vai a 4%; Caiado cai para 2%; e os demais oscilam dentro da margem. Nesse caso, 8% optam por branco/nulo, e 3% não sabem responder.

Quando o entrevistado não tem acesso à lista de candidatos (menção espontânea), Lula lidera com 27%, enquanto Flávio alcança 18%. O inelegível Jair Bolsonaro ainda marca 3% nesse cenário, seguido por Caiado com 1%. Porém, o mais alto é o alto índice de indecisos: 39% dos eleitores afirmam não saber em quem votar. 

No índice de rejeição medido pelo Datafolha, o presidente Lula aparece à frente, com 47% dos entrevistados dizendo que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro registra 43% de rejeição. Na sequência, aparecem Ciro Gomes (MDB), com 20%; Romeu Zema (Novo), com 15%; Cabo Daciolo, com 14%; Ronaldo Caiado (PSD), com 13%; e Rui Costa Pimenta (PCO), com 12%. 

A pesquisa foi realizada pelo Datafolha em 139 municípios de todo o Brasil, com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais.

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