Daia é ampliado em 45% com integração de área que Caiado impediu de ser vendida em 2018

Quando ainda era candidato, o governador Ronaldo Caiado atuou para esvaziar leilão, impedindo a especulação imobiliária de terreno. Área agora será usado para instalação de indústrias em Anápolis

Área da plataforma multimodal em Anápolis

Os 82 alqueires que foram anexados ao Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA) representam uma ampliação de 45%. Essa área chegou a ir a leilão, em setembro de 2018, quando o governo anterior desejava repassar o terreno para o setor privado. A venda foi impedida quando o Governador Ronaldo Caiado (DEM), então ainda candidato, atuou para esvaziar o leilão, advertindo que iria cancelar a venda caso fosse eleito.

As negociações não avançaram. A venda, que iria permitir a especulação imobiliária do terreno não foi concluída. Após intervir, dizendo que iria cancelar a venda, caso fosse eleito, o leilão não recebeu nenhuma proposta, e dias depois o governo anterior recuou e cancelou o edital venda.

“A gente impediu que fosse feita a especulação imobiliária, e agora essa mesma área vai servir para gerar empregos e investimentos porque o leilão não ocorreu”, explica o diretor administrativo da Codego, Carlos Toledo. Foi ele quem alertou Caiado de que o terreno iria a leilão, foi também ele quem divulgou que se a venda fosse feita, Caiado iria cancelar a negociação caso fosse eleito. “Na época o que denunciamos e porque não concordamos é que a área fosse vendida por um preço muito abaixo do mercado. O grupo que iria comprar, iria revender tento lucros”, avalia.

Carlos Toledo explica que para justificar o leilão, o governado passado alegou que a cidade precisava de áreas para implantação das indústrias, e que então iria repassar para o setor privado. “Existe uma demanda muito grande de área para o Daia. Temos 91 empresas que aguardam para se instalar e não tínhamos área”, conta.

A Codego, que administra as áreas dos distritos agroindustriais, não visa lucros com as áreas que são repassadas para instalação de empresas. “Na verdade o que fazemos é usar esses terrenos como forma estratégica de atrair empresas e gerar empregos. Nós passamos para os empresários áreas com valores subsidiados”, completa.

Infraestrutura

Ao lado da BR-153/060, a área que foi repassada ao Daia conta com o aeroporto de cargas de Anápolis, o Porto Seco, que é interligada ao Porto de Santos por um ramal da Ferrovia Centro Atlântica, além de ser o marco zero da ferrovia Norte-Sul no Centro-Oeste e contar com a construção do Anel Viário entre a BR-060, a GO-330 e o Daia, que foi destravada e retomada pela atual gestão da Codego.

O diretor da Codego explica que área que quase foi leiloada tem infraestrutura completa. “Tem toda rede de energia, água e asfalto. Falta uma parte do esgoto, mas é pouco e já vamos fazer”, diz.

A Codego já investiu aproximadamente R$ 10 milhões na infraestrutura do parque industrial de Anápolis para acelerar o seu desenvolvimento, com a ampliação do sistema de captação d’água, recapeamento de vias, revitalização de equipamentos de mobilidade urbana – ciclovia e pontos de ônibus, além de outras melhorias estruturais.

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