Crea deve investir em tecnologia e fazer acompanhamento aos jovens profissionais para evitar evasão, defende Idalino Hortêncio

Engenheiro rebateu críticas de adversário, que afirmou que o órgão atua atualmente apenas como órgão fiscalizador

Engenheiro Civil Idalino Hortêncio concorre nas eleições do Crea-GO

Engenheiro Civil Idalino Hortêncio concorre nas eleições do Crea-GO | Foto: Sarah Teófilo

A poucos dias da eleição para a nova direção do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO), o engenheiro Idalino Hortêncio concedeu uma entrevista ao Jornal Opção Online explicando porque considera ser o melhor nome para ocupar o posto de presidente. Entre a apresentação de propostas, a defesa da gestão atual e críticas ao seu adversário, Francisco Almeida, o candidato defende a modernização e a ampliação da atuação do órgão junto a sociedade.

Idalino acredita que a principal necessidade do Crea neste momento é o investimento em tecnologia. A intenção é a redução da burocracia e dinamização dos serviços prestados aos profissionais. “O sistema online vai acabar com o papel, de forma com que não vai ser mais necessário ir ao Crea para pegar uma certidão, que pode ser emitida por certificação digital. Esse é o caminho propositivo para a gente desenvolver o Crea”, disse ele.

Outra proposta é a implantação de uma Câmara especializada em Engenharia da Segurança do Trabalho. De acordo com Idalino, que além de Engenheiro Civil também possui graduação nessa área, há a autorização para que ela seja criada, mas até o momento nada foi feito nesse sentido.

Além disso, o candidato também defende o acompanhamento dos jovens engenheiros para que se reduzam os índices de evasão de estudantes e recém-formados. “De cinquenta pessoas que entram na faculdade, grande parte deixa o curso nos dois primeiros anos. E aqueles que se formam passam por essas dificuldades. Então, no final, dos 50 só sobram cinco. É uma evasão muito grande”, afirma.

A situação ocorre, explica, porque nos primeiros anos após a obtenção do diploma o profissional tem uma carreira pouco estável e passa por dificuldades para poder se firmar. Para contornar essa situação, ele defende que o Crea crie bancos de trabalho e atue junto às empresas para promover realocações, caso necessárias.

Defesa da gestão atual e críticas ao adversário

Apesar de reconhecer a necessidade de reformas, Idalino defende a gestão atual de Gerson Taguatinga, afirmando que ele tem realizado trabalhos visando o dinamismo da entidade. A postura é diferente daquela adotada por Fracisco, crítico à administração vigente.

Com Gerson Taguatinga, afirma Idalino, o Crea-GO conseguiu se descentralizar da capital e tratar das regiões do interior com o mesmo afinco. Hoje, diz, o órgão tem 47 inspetorias em todo o Estado, a grande maioria criada na gestão atual.

Entre os feitos realizados por Taguatinga, Idalino cita os laudos técnicos sobre o viaduto do Mutirama, produzidos sem qualquer custo. “Já fizemos laudos técnicos de todas as pontes e viadutos de Goiânia. Encaminhamos para a Câmara e o Ministério Público. Então o Crea é atuante”, disse, rebatendo as críticas de Francisco de que o órgão se tornou meramente fiscalizador.

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