CPI pede indiciamento de Bolsonaro e mais 67 em relatório final

Veja a relação dos pedidos de indiciamento, que tem três do presidente, ministros e deputados; ao presidente são atribuídos 10 crimes

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL) e Omar Aziz (PSD-AM) | Foto: Reprodução

Está no sistema do Senado desde a manhã desta quarta-feira, 20, o relatório final da CPI da Covid assinado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). O texto pede 68 indiciamentos, entre pessoas físicas e empresas.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é a primeira delas. Três de seus filhos, além de ministros, ex-ministros, deputados federais e empresários também estão na lista dos pedidos de indiciamento (veja relação completa mais abaixo).

O relator chegou à versão final depois de debates, desde o início da semana, com demais integrantes da cúpula da CPI. Antes do relatório final, foram apresentadas duas minutas. Uma versão preliminar vazou no fim de semana passado e gerou divergência entre os integrantes do grupo. Uma reunião na noite desta terça, 19, selou o acordo final.

Jair Bolsonaro terá seu indiciamento pedido por 10 crimes: epidemia com resultado morte; infração de medida sanitária preventiva; charlatanismo; incitação ao crime; falsificação de documento particular; emprego irregular de verbas públicas; prevaricação; crimes contra a humanidade; violação de direito social; e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo.

Renan quer o indiciamento também de empresários, médicos e blogueiros. O relator identificou, ao longo de 1.180 páginas, o cometimento de mais de 20 crimes.

A lista completa, além do presidente:

Ministros
Marcelo Queiroga (Saúde) : epidemia com resultado morte e prevaricação; Onyx Lorenzoni (Trabalho): incitação ao crime e crime contra a humanidade; Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União): prevaricação; e Braga Netto (Defesa): epidemia com resultado morte

Ex-ministros
Eduardo Pazuello (Saúde): epidemia com resultado morte, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação, comunicação falsa de crime e crime contra a humanidade; e Ernesto Araújo (Relações Exteriores): epidemia com resultado morte e incitação ao crime

Filhos de Bolsonaro 
Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PSL-SP): incitação ao crime; Carlos Bolsonaro, vereador (Republicanos-RJ): incitação ao crime; e Flávio Bolsonaro, senador (Patriota-RJ): incitação ao crime.

Deputados
Ricardo Barros (PP-PR): incitação ao crime, advocacia administrativa, formação de organização criminosa e improbidade administrativa; Bia Kicis (PSL-DF): incitação ao crime; Carla Zambelli (PSL-SP): incitação ao crime; Osmar Terra (MDB-RS): incitação ao crime e epidemia culposa com resultado de morte; e Carlos Jordy (PSL-RJ): incitação ao crime;

Empresários
Carlos Wizard: epidemia com resultado morte e incitação ao crime;  Luciano Hang: incitação ao crime;  Otávio Fakhoury: incitação ao crime;  Francisco Emerson Maximiano: falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude processual, fraude em contrato, formação de organização criminosa e improbidade administrativa;  Marcos Tolentino: fraude em contrato, formação de organização criminosa e improbidade administrativa; Raimundo Nonato Brasil: corrupção ativa e improbidade administrativa; Fernando Parrillo: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença falsidade ideológica, crime contra a humanidade; e Eduardo Parrillo: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença falsidade ideológica, crime contra a humanidade.

Profissionais de saúde
Nise Yamaguchi: epidemia com resultado morte; Paolo Zanotto: epidemia com resultado morte; Luciano Dias: epidemia com resultado morte; Mauro Luiz de Brito Ribeiro: epidemia com resultado morte; Pedro Benedito Batista Junior: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença, falsidade ideológica, crime contra a humanidade; Daniella de Aguiar Moreira da Silva: homicídio simples; Paola Werneck: perigo para a vida ou saúde de outrem; Carla Guerra: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade; Rodrigo Esper: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade; Fernando Oikawa: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade; Daniel Garrido Baena: falsidade ideológica; João Paulo F. Barros: falsidade ideológica; Fernanda de Oliveira Igarashi: falsidade ideológica; e Flávio Cadegiani: crime contra a humanidade.

Assessores e ex-assessores
Elcio Franco: epidemia com resultado morte e improbidade administrativa; Mayra Pinheiro: epidemia com resultado morte, prevaricação e crime contra a humanidade; Roberto Dias: corrupção passiva, formação de organização criminosa e improbidade administrativa; Airton Soligo: usurpação de função pública; Arthur Weintraub: epidemia com resultado morte; Roberto Goidanich: incitação ao crime; José Ricardo Santana: formação de organização criminosa; Fábio Wajngarten: prevaricação e advocacia administrativa; Marcelo Blanco: corrupção ativa; Filipe Martins: incitação ao crime; e Tercio Arnaud Tomaz: incitação ao crime.

Outros
Emanuela Medrades: falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude processual, formação de organização criminosa e improbidade administrativa; Túlio Silveira: falsidade ideológica, uso de documento falso, improbidade administrativa; Danilo Trento: fraude em contrato, formação de organização criminosa, improbidade administrativa; Andreia da Silva Lima: corrupção ativa e improbidade administrativa; Carlos Alberto Sá: corrupção ativa e improbidade administrativa; Teresa Cristina Reis de Sá: corrupção ativa e improbidade administrativa; Marconny Nunes Ribeiro: formação de organização criminosa; Allan dos Santos: incitação ao crime; Oswaldo Eustáquio: incitação ao crime; Richards Pozzer: incitação ao crime; Leandro Ruschel: incitação ao crime; Roberto Goidanich: incitação ao crime; Bernardo Kuster: incitação ao crime; Roberto Jefferson: incitação ao crime; Paulo Eneas: incitação ao crime; Cristiano Carvalho: corrupção ativa;  Luiz Paulo Dominghetti: corrupção ativa; Rafael Francisco Carmo Alves: corrupção ativa; e José Odilon Torres: corrupção ativa.

* Com informações do portal G1.

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