CPI da Petrobrás convoca ministro da Justiça para depor

Comissão aprovou mais de 73 requerimentos de depoimento, informações e quebra de sigilo. O empresário Julio Camargo e o policial Jaime de Oliveira também serão ouvidos

 | Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

A CPI também aprovou, em sessão ordinária, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de pessoas ligadas a Alberto Youssef | Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

A CPI da Petrobrás aprovou nesta quinta-feira (9) a convocação do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo para depor na comissão. Além de Cardozo, também foram convocados o empresário Júlio Camargo, o policial civil Jaime de Oliveira, o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo.

No total, foram 73 requerimentos aprovados, incluindo os depoentes, pedidos de informação, acareações e quebras de sigilo. Serão ouvidos ainda a advogada dos delatores Pedro Barusco (ex-gerente da área de Serviços da Petrobras) e Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento), Beatriz Catta Preta.

José Eduardo Cardozo foi convocado para falar sobre uma escuta ilegal instalada na cela de Youssef em Curitiba. Pelo mesmo motivo também irão depor os delegados Igor de Paula, Márcio Anselmo e Mauricio Grilo, além do superintendente da Polícia Federal no Paraná, Rosalvo Franco.

Júlio Camargo foi representante da empresa Toyo Setal e deve denunciar pagamento de propina a diretores da Estatal, feitos com intermédio do lobista Fernando Soares, preso em 2014 pela Polícia Federal. Jaime de Oliveira, por sua vez, é acusado de transportar a propina à mando de Alberto Youssef.

Além das convocações de depoimento, a CPI também aprovou determinou a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de Taminy e Kemelly, filhas de Alberto Youssef, e de Joana Darc e Olga Youssef, respectivamente esposa e irmã do doleiro.

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