CPI da Lava Toga: “Caso alguém tenha sido procurado para retirar apoio, que se manifeste”, diz Kajuru

Senador comenta possível articulação de Flávio Bolsonaro contra a instalação de CPI para investigação sobre a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça

Foto: Reprodução

Procurado pelo Jornal Opção para comentar a possível entrada de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na articulação do PSL contra a criação da CPI da Lava Toga, o senador Jorge Kajuru disse que a escalação do senador é, até o momento, invisível. “Não posso acusá-lo disso [articulação contra a Lava Toga]. Não fui procurado por ele e acredito que o Flávio não viria até mim para fazer isso. Até porque eu o gravaria e falaria o que ele fez”, afirma Kajuru.

O senador foi enfático ao falar que sempre teve uma relação cordial com o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e que não acredita que ele faça a articulação proposta pelo partido. “Ele sempre me tratou bem, nunca demonstrou ser capaz disso”, argumenta. “Ele me chama de Kaju, e quando conversa comigo é sempre respeitoso. Ele fala: calma Kaju, você bate forte demais”, detalha.

O senador explica ainda que caso o senador esteja fazendo essa articulação contra a CPI da Toga, espera que ele fale publicamente sobre o assunto. “A imprensa me procura o tempo todo para falar sobre isso, mas seria mais fácil procurá-lo diretamente. Também esperamos que, caso alguém tenha sido procurado para retirar o apoio, que se manifeste”, diz o parlamentar.

Para Jorge Kajuru, neste caso, quem fica calado está cometendo um crime. “É o mesmo que roubar. Até porque roubar não é só tomar a carteira de outra pessoa, fazer esse tipo de coisa também é um ato corrupto”. Ainda de acordo com o senador por Goiás, o parlamentar ser convidado a retirar uma assinatura e concordar com tal atitude não é aceitável. “Depois que a pessoa assina e concorda com algo não tem explicação retroceder e mudar de opinião”, defende.

“Se alguém foi procurado por ele tem que falar sobre isso publicamente, tem que falar que está sofrendo pressão”, reforça Kajuru. A reportagem tentou contato com o senador Flávio Bolsonaro, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.  

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