Cortes no orçamento comprometem funcionamento da UFG pelo terceiro ano consecutivo

Crise vivenciada desde o ano de 2015 pela Federal goiana foi agravada neste segundo semestre. Reitor alega que intistuição precisa de mais recursos para se manter

Com redução real de 13% no orçamento em relação ao último ano, a Universidade Federal de Goiás (UFG) vive pela terceira vez consecutiva graves dificuldades financeiras à medida que o segundo semestre do ano avança.

A situação enfrentada desde 2015 foi agravada devido aos novos cortes anunciados pela gestão do presidente Michel Temer (PMDB) no último ano, quando já foram registrados atrasos de ao menos três meses no pagamento das contas de energia, água e contratos com empresas terceirizadas.

Atualmente, essas dívidas estão quitadas, mas não se sabe até quando a situação se manterá regularizada. Em entrevista ao Jornal Opção nesta quinta-feira (10/8), o reitor Orlando Amaral disse que será necessário um empenho extra ao que foi anunciado para manter a universidade funcionando, mas lembra que nem sequer o recurso previsto no orçamento foi disponibilizado de forma integral.

Segundo informa o reitor, 70% da verba para custeios e manutenção já foram liberados, enquanto apenas 40% destinados à área de investimentos puderam ser utilizados pela universidade. “Vai chegar o mês de setembro e estaremos mais uma vez sem espaço orçamentário para fazer os empenhos para honrar nossos contratos”, explica.

Diante do cenário de crise, a universidade deve congelar algumas obras. É o caso do prédio do curso de Engenharia Mecânica no Campus Samambaia, que já teve os trabalhos paralisados. A construção do campus de Aparecida de Goiânia e a conclusão da nova biblioteca são outras obras que podem ser afetadas.

Orlando garante, entretanto, que não trabalha com a possibilidade de um cenário caótico em que os serviços de água ou energia, por exemplo, sejam cortados, ou ainda que a universidade tenha que cancelar o semestre, como chegou a ser sugerido no ano de 2015.

Para tentar reverter a situação, o reitor está desde terça-feira (8) em Brasília para solicitar novos recursos. Na tarde desta quinta-feira, Orlando se reúne com o ministro da Educação, Mendonça Filho, para expor a atual situação da universidade e ainda discutir o orçamento do ano de 2018.

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