Conselho aprova novo valor mínimo de R$ 1,8 bilhão para leilão da Celg D

Valor da empresa goiana é de R$ 4,4 bilhões, mas comprador terá que assumir dívidas e outras obrigações no total de R$ 2,6 bilhões

O conselho do Programa de Parcerias de Investimento da presidência da República (PPI) aprovou, nesta quarta-feira (14/9), nova avaliação da Celg D, empresa goiana de distribuição de energia, em R$ 4,448 bilhões.

Como o futuro acionista terá que assumir dívidas e outras obrigações no total de R$ 2,656 bilhões, o valor líquido referente às ações da empresa ficou em R$ 1,792 bilhão (incluído parcela dos minoritários, de 0,07%).

Com isso, esse passa a ser o valor mínimo para leilão de privatização da Celg D, que deve ser realizado nos próximos meses.

A reavaliação se deu em virtude do resultado da licitação para alienação do controle acionário da Celg D, em agosto, que foi considerado deserto — não havendo interessados. Em função disso, o Ministério de Minas e Energia solicitou ao BNDES que tomasse as providências necessárias para dar continuidade ao processo.

Responsável pela contratação dos serviços necessários à desestatização, o banco solicitou à International Finance Corporation (IFC), contratada para estruturar a privatização, a atualização dos serviços de avaliação econômico-financeira, que resultou no novo valor, informa o governo.

O valor mínimo do leilão anterior da Celg-D era de R$ 2,8 bilhões.

Dados

Ainda de acordo com o governo, serão alienadas no processo de desestatização as ações correspondentes a 99,93% do capital da Celg que são atualmente detidas pela Eletrobras (50,93% do capital social) e pelo governo de Goiás, via CELGPar (49% do capital), cujo valor total equivale a R$ 1,791 bilhão.

O processo de desestatização será realizado em duas etapas. A primeira será o leilão a ser realizado na Bovespa para alienação de ações equivalentes a 94,84% do capital social da Celg D ao preço mínimo de R$ 1,708 bilhão. A segunda será a oferta de ações aos empregados e aposentados equivalente a 5,09% do capital da empresa no valor de R$ 82,6 milhões. Em caso de sobras de ações, o novo controlador terá a obrigação de adquiri-las. Será mantido o desconto de 10% no valor por ação aos empregados e aposentados que aderirem à oferta.

Além de definição do novo preço de venda das ações, a resolução também traz alteração na Oferta aos Empregados e Aposentados sobre a não existência de prazo mínimo para a permanência com as ações, exclusivamente, para esta categoria, atendendo a um pleito dos próprios funcionários da empresa. O objetivo é estimular a aquisição de maior número de ações pelos interessados, já que permitirá a alienação de sua participação acionária a qualquer momento.

O governo realizará, ainda, uma nova audiência pública para apresentar as alterações apresentadas.

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