Começou a guerra: Putin autoriza ação militar na Ucrânia

“Sinal verde” para o ataque foi dado pelo presidente russo e ocorreu no início da madrugada no Brasil. Conselho de Segurança da ONU se reúne

Explosão em Kharkiv, na região leste ucraniana, perto da fronteira com a Rússia | Foto: Reprodução

O presidente russo, Vladimir Putin, disse ter dado sinal verde a aquilo que definiu como “operação militar especial” da Rússia no leste da Ucrânia. Uma série de explosões foi ouvida perto da fronteira e há notícias de ataques de foguetes a instalações militares em todo o país, segundo informações, inclusive a Kiev, a capital do país.

O anúncio do ataque foi feito por Putin, na noite de quarta-feira, 23, durante um pronunciamento transmitido em cadeia nacional. “Tomei a decisão de conduzir uma operação militar especial. Nossa análise concluiu que nosso confronto com essas forças [ucranianas] é inevitável (…) Algumas palavras para aqueles que seriam tentados a intervir: a Rússia responderá imediatamente e você terá consequências que nunca teve antes em sua história”, disse Putin, ao anunciar a operação militar na Ucrânia.

Ele descreveu a medida como uma resposta às ameaças ucranianas e disse que visa a “desmilitarização e a desnazificação”. Logo após o discurso, repórteres da rede americana CNN disseram ter ouvido explosões em Kiev, capital da Ucrânia, e em Kharkiv, a segunda maior cidade, localizada no nordeste do país.

O anúncio do presidente russo ocorre no momento em que o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) se reúne em Nova York para denunciar a invasão ao território ucraniano. A Rússia tem mais de 150 mil soldados, tanques e mísseis posicionados ao longo da fronteira ucraniana. O regime de Vladimir Putin —que, inicialmente, negou a intenção de invasão e acusou americanos de “histeria”— reclama de uma eventual adesão de Kiev à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar criada para fazer frente à extinta União Soviética.

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu logo depois e o secretário-geral, Antonio Gutérres, fez um apelo à paz.

* Com informações do portal UOL.

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