O prefeito Sandro Mabel disse, nesta terça-feira, 22, que pode pedir ao presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (Cidadania), que avoque o projeto de lei que trata da criação de um fundo imobiliário para transformar imóveis públicos sem uso em ativos geradores de renda para o município. Segundo o gestor, essa seria uma saída diante da possibilidade de a proposta, considerada essencial para o abatimento da dívida da Previdência municipal, não ser votada neste ano.

No âmbito do Legislativo, a avocação acontece quando o presidente da Câmara chama para si a responsabilidade de decidir ou dar andamento a uma matéria que estava sob a análise de outra comissão. O projeto do do fundo imobiliário, hoje, está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

“Fiquei meio decepcionado. O vereador que é presidente da Comissão de Constituição e Justiça [Luan Alves] disse que o fundo imobiliário só vai ser colocado em discussão no ano que vem. Isso está completamente equivocado. Para você ter uma ideia, hoje todos nós pagamos cerca de R$ 2 milhões por dia de déficit previdenciário. Por dia. São quase R$ 50 milhões por mês que são pagos de déficit previdenciário”, argumentou.

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Ainda segundo Mabel, o projeto de lei “não pode esperar para o ano que vem”. “A Câmara tem que funcionar, entende? Então, eu vou conversar com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, conversar com os membros também, ou pedir ao presidente da Câmara que avoque esses processos, leve isso ao plenário e faça andar”, disse.

E completou: “Não podemos ficar à mercê do que querem fazer ou não, ou do dia que querem fazer. Isso é coisa séria, é dinheiro público”.

Fontes do Paço Municipal afirmam que ainda não há um levantamento concluído dos imóveis aptos a integrar o fundo. Secretária municipal de Governo, Sabrina Garcêz, explicou ao Jornal Opção na última semana que deverão ser consideradas áreas com maior potencial comercial.

“Não são necessariamente os imóveis que a Prefeitura quer repassar, mas aqueles que têm maior apelo comercial. Isso ainda precisa ser avaliado pelo fundo depois que ele for constituído”.