Com queda de 12%, B3 fechará o primeiro ano no vermelho desde 2015

O primeiro semestre do ano foi de otimismo, chegando a registrar 130.774 em junho. A partir daí vieram cinco meses em trajetória de queda

Taxas de câmbio do euro e do dólar americano são vistas em uma placa eletrônica, pregão da B3 Stock Exchange em São Paulo | Foto: Reprodução/EBC

Na bolsa de valores brasileira, 2021 foi marcado pela primeira queda anual em seis anos.  O Ibovespa, o principal índice de ações da B3, fechou o penúltimo pregão do ano com 104.107 pontos, o que representa uma queda de 12,53% em comparação ao mesmo período do ano passado. Especialistas culpam incertezas fiscais e políticas pela piora na expectativa do mercado. 

Com grandes empresas abrindo capital (foram 45 ofertas iniciais de ações contra 28 no ano passado), o primeiro semestre do ano foi de otimismo na B3, chegando a registrar 130.774 em junho. A partir daí, entretanto, vieram cinco meses em queda devido às ameaças de golpe político em setembro, ao furo no teto de gastos por meio da Pec dos precatórios, e pela não tramitação da reforma tributária. Dezembro foi o primeiro mês do segundo semestre a registrar alta, com 2,15% de aumento parcial até esta quinta-feira. 

A bolsa brasileira teve o 2º pior desempenho no mundo em 2021 na parcial até novembro, na contramão da tendência global e atrás somente da bolsa da Venezuela, segundo ranking da Austin Rating com 78 países. A última vez que a bolsa tinha fechado um ano no vermelho foi na recessão de 2015, quando o Ibovespa acumulou perda de 13,3%. 

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