Com pandemia, menos pessoas pretendem presentear mães em data comemorativa

68% dos entrevistados por levantamento da CNDL pretendem presentear no Dia das Mães, menor porcentagem dos últimos três anos. Maioria culpa crise gerada pelo novo coronavírus

Foto: Reprodução

Levantamento realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrou que, apesar da pandemia de Covid-19, 68% dos brasileiros pretendem presentear as mães na comemoração da data neste ano. A porcentagem é a menor nos últimos três anos, 2017 (73%), 2018 (74%) e 2019 (78%).

Entre aqueles que disseram que não irão presentear, 62% afirmaram o fato da mãe já ser falecida, 16% disseram não ter dinheiro, 9% afirmaram estar desempregados. Entre os que não tem dinheiro, 77% apontam a Covid-19 como principal razão. Entre os que tem intenção de gastar o mesmo que no ano anterior, caiu de 67% na pesquisa de 2019, para 40% em 2020. No entanto, 45% afirmaram que pretendem gastar menos que no ano anterior. Em 2019, eram 24%.

Para quem pretende reduzir gastos, 49% alegaram estar com orçamento apertado, 38% culpam as incertezas em relação ao cenário econômico e 36% alegam motivos de economia dos recursos. Para 88% dos entrevistados, o coronavírus impactou a decisão de retração de gastos.

“Quase 4 milhões de trabalhadores já fizeram acordo de redução de jornada e de salários, o que impacta diretamente na renda familiar. O cenário dos próximos meses traz insegurança para a manutenção das empresas e dos postos de trabalho. As pessoas ainda vão tentar presentear as mães, mas o gasto tende a ser menor do que nos anos anteriores”, disse o presidente da CNDL, José César da Costa.

Internet

Aqueles que irão comprar o presente para as mães, 53% afirmou que irá comprar por meio da internet, seguido por lojas de rua/bairro (49%) e supermercados (18%). Para eles, 48% vão optar por locais que ofereçam preços menores, 37% devem optar por promoções e descontos e 36% por lugares com produtos de qualidade. Ainda, 27% dão preferência para lugares que ofereçam frete grátis, 18% disponibilidade da loja durante a pandemia.

“Diante do isolamento social imposto pelo coronavírus, cresce a importância dos comerciantes buscarem estratégias para aumentar sua presença online, de maneira que possam atrair clientes e aumentar suas vendas. Neste sentido, as redes sociais e o Whatsapp são meios simples de operar, especialmente para aqueles que possuem menos recursos para investir em sites ou aplicativos”, declarou Costa.

78% dos entrevistados disseram que irão presentear a própria mãe, 20% as esposas, 18% as sogras, 10% as irmãs. 42% irão comprar apenas um presente para o dia das mães, mesma porcentagem do ano anterior. Entretanto, 31% pretende comprar dois presentes, 12% três. A média é de 1,6 presentes. O gasto médico com os presentes é de R$188, uma injeção de R$20, 2 bilhões na economia.

Roupas, calçados e acessórios são os presentes mais procurados, por 43% daqueles que irão presentear. Perfumes (34%), cosméticos (26%) e chocolate (18%). A maioria, 47%, pretende fazer as compras na primeira semana de maio. 17% ainda no mês de abril, 14% deixarão para a última hora. Já a forma de pagamento mais da maior parte dos entrevistados é à vista, 68%, dos quais 47% devem pagar em dinheiro e 28% em cartão de débito. Cinco em cada dez consumidores (49%) devem comprar a prazo, sendo 32% no cartão de crédito parcelado, 15% no cartão de crédito em parcela única.

81% pretende fazer pesquisa de preço antes das compras, enquanto 12% não pretendem.
Já a maneira de comemorar o Dia das Mães pode mudar. 10% pretende comemorar por videochamadas e telefonemas, 39% na própria casa e 33% na casa da mãe.

Dois em cada dez consumidores (24%) admitem que gastam mais do que podem com as compras do Dia das Mães. O estudo aponta que 8% dos entrevistados deixarão de pagar algo para comprar o presente, sendo que a maioria (84%) garante que não irá comprometer as contas para priorizar o presente. Já 38% admitiram ter contas atrasadas atualmente. 58% estão com o nome em cadastro de proteção ao crédito.

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