Collor critica Polícia Federal e fala em “clima de terror e perseguição”

Suspeito de envolvimento no petrolão, o senador e ex-presidente repudiou a ação policial em seu apartamento

Ex-presidente Collor reclamou da ação da PF no Twitter | Foto: Agência Senado

Ex-presidente Collor reclamou da ação da PF no Twitter | Foto: Agência Senado

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) usou o Twitter na manhã desta terça-feira (14/7) para repudiar a 16ª fase da Operação Lava Jato, que cumpriu mandato de busca e apreensão no apartamento do ex-presidente.

Segundo ele, a ação foi invasiva, arbitrária e “flagrantemente desnecessária”, tendo em vista que “os fatos investigados datam de pelo menos mais de dois anos”. Nos posts, Collor se justifica afirmando que jamais foi sequer chamado para prestar esclarecimentos e que, por duas vezes, se colocou à disposição para ser ouvido pela Polícia Federal.

No entanto, os depoimentos teriam sido “desmarcados na véspera”. “Medidas dessa ordem buscam apenas constranger o destinatário, alimentar o clima de terror e perseguição e, com isso, intimidar futuras testemunhas”, escreveu.

Para o petebista, a ação “traduz os tempos em que vivemos, em que o Estado Policial procura se impor ao menoscabo das garantias individuais”. “Seja do ex-Presidente, do Senador da República, ou do simples cidadão. Afinal, se nem os membros do Senado Federal estão livres do arbítrio, o que se dirá do cidadão comum, à mercê dos Poderes do Estado”, arrematou.

Veja os tweets abaixo:

collorOK

Ação

A Polícia Federal (PF) cumpriu na manhã desta terça-feira (14/7) mais uma etapa da Operação Lava-Jato. Entre as ações desenvolvidas está o cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa do senador e ex-presidente da República Fernando Collor (PTB-AL) e do senador piauiense e presidente do PP, Ciro Nogueira, ambos suspeitos de participarem do esquema de corrupção conhecido como “Petrolão”.

O doleiro Alberto Youssef e o dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, afirmaram haver envolvimento de Collor no esquema. O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, citou Ciro em depoimentos de delação premiada.

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Rômulo

Não foi esse o que tomou a poupança de todos os brasileiros em 1990? Que foi tão ruim a ponto de ser expulso da presidência pelo povo? O que esse cara ainda faz na política brasileira? E ainda quer exigir respeito. Um palhaço!