Cerveja sobe pela sétima vez em 2021 e já acumula alta de 7,62% no ano

A alta no preço da energia elétrica, a inflação e o aumento dos combustíveis seriam a causa desse reajuste

Em 2022, o preço da bebida deve aumentar mais ainda

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação da cerveja em 12 meses, chegou a 7, 62%. A economista e analista de mercado, Greice Guerra Fernandes, afirma que os pilares para esse aumento foi a inflação, a alta da conta da energia elétrica e o custo dos combustíveis.

“Toda vez que o preço dos combustíveis aumenta, os custos dos transportes também aumentam e isso recai sobre os produtos, e recaiu sobre a cerveja também”, explica a economista. O valor do transporte do produto até suas distribuidoras acabou ficando mais alto com o combustível beirando os R$ 8.

As altas taxas de energia elétrica, que só em outubro aumentou em torno de 6, 47%, também recaiu sobre o preço da cerveja. “O setor produtivo vai gastar mais para poder gelar essa cerveja, manter essa cerveja lá dentro do freezer. Então tem que repassar os custos”, afirma Fernandes.

Além da inflação e do aumento do dólar, as festas de fim de ano acabam ajudando na elevação do valor da cerveja. De acordo com números da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em pesquisas para o Natal e o Réveillon, só a busca pela bebida cresceu 16%. Com a demanda alta, isso tende também a inflacionar o produto.

“Vamos cair lá na lei da oferta e da procura que quanto mais procura existe mais elevação do preço tem”, afirma a economista. Segundo Greice, a perspectiva é do preço da bebida aumentar mais ainda em 2022, pois a crise econômica que o Brasil enfrenta não tem projeções de melhoras.

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